Douglas Ruas promete ensino técnico em toda a rede estadual, mas não detalha custo

Candidato do PL quer levar formação profissional a cerca de 1.300 escolas e também anuncia expansão do modelo cívico-militar para mais 200 unidades

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O candidato ao Governo do Rio, Douglas Ruas (PL),  assumiu nesta terça-feira (1º) o compromisso de levar o ensino técnico e profissionalizante para toda a rede estadual. A promessa significaria incorporar a formação para o mercado de trabalho a uma estrutura que atualmente reúne aproximadamente 1.300 escolas e atende cerca de 1 milhão de estudantes. Ruas, no entanto, não apresentou estimativa de quanto custaria a expansão nem indicou de onde pretende retirar os recursos necessários para financiá-la.

A proposta foi apresentada durante caminhada pela região do Mercado Popular da Rua Uruguaiana, no Centro do Rio. Acompanhado da candidata a vice-governadora Fernanda Louback e de candidatos a deputado, Ruas conversou com comerciantes e ambulantes e colocou a qualificação profissional entre as prioridades de seu programa para a educação.

“Queremos trazer a qualificação profissional já para o primeiro ano do ensino médio. A ideia é conectar a educação ao mercado de trabalho, pegar na mão dos nossos jovens e mostrar a eles que existe um caminho de prosperidade e é através da qualificação profissional”, afirmou.

Formação profissional desde o primeiro ano

Ruas afirmou que pretende fazer com que os estudantes concluam a educação básica não apenas com o diploma do ensino médio, mas também preparados para exercer uma profissão.

“Quero que os nossos jovens saiam da escola com um diploma e com uma profissão, prontos para o mercado de trabalho”, disse.

A dimensão do compromisso, caso aplicado a toda a rede, exigiria uma ampla expansão da oferta de educação profissional. Além da infraestrutura necessária para determinados cursos, a implantação envolve professores especializados, equipamentos, laboratórios e adequação dos currículos.

Mais uma vez ao apresentar uma proposta de expansão de serviços estaduais durante a campanha, Ruas não informou qual seria o impacto financeiro da medida, quanto pretende investir durante os quatro anos de eventual mandato, nem apontou uma fonte específica de recursos para custear o programa.

O candidato também defendeu uma maior participação da iniciativa privada nos programas de aprendizagem. Segundo ele, o Estado precisa criar estímulos para aumentar as oportunidades destinadas aos estudantes que buscam ingressar no mercado de trabalho ainda durante o ensino médio.

“Muitos jovens deixam o colégio logo no primeiro ano do ensino médio porque querem trabalhar, precisam de renda”, afirmou.

Mais 200 escolas cívico-militares

Outra promessa apresentada por Ruas foi ampliar em pelo menos 200 o número de escolas cívico-militares ao longo dos quatro anos de governo, caso seja eleito.

O candidato afirmou que atualmente existem no Estado do Rio 17 unidades que funcionam nesse modelo e usou resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) para defender a expansão.

“Quero levar esse modelo de ensino para, pelo menos, mais 200 escolas nos próximos quatro anos”, declarou.

Segundo Ruas, as unidades citadas por ele registram notas no Ideb entre 5,2 e 5,8. “Se nós concorrêssemos apenas com essas escolas, seríamos o primeiro lugar do Brasil”, afirmou o candidato.

A expansão prometida representaria uma média de 50 novas escolas cívico-militares por ano de mandato. Assim como na proposta de universalização do ensino técnico e profissionalizante, Ruas não detalhou durante a agenda o orçamento necessário para colocar a medida em prática.

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