Tia Ju volta a criticar Conselho de Educação e cobra respostas sobre eleição

Tia Ju volta a criticar Conselho de Educação e cobra respostas sobre eleição

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A disputa em torno da eleição do Conselho Estadual de Educação do Rio de Janeiro (CEE-RJ) voltou ao plenário da Assembleia Legislativa (Alerj). A deputada Tia Ju (Republicanos) cobrou mais uma vez respostas a um requerimento de informações encaminhado ao órgão. Segundo a parlamentar, o Conselho ainda não esclareceu as denúncias de possíveis irregularidades no processo de escolha de seus integrantes, apesar dos questionamentos apresentados desde setembro.

A manifestação é mais um capítulo de uma controvérsia que começou quando denúncias de suposta fraude na eleição chegaram ao gabinete da deputada. Desde então, Tia Ju acionou o Conselho Estadual de Educação, a Secretaria de Estado de Educação e o Ministério Público do Rio de Janeiro, cuja atuação resultou na suspensão temporária do processo eleitoral.

A parlamentar afirmou que continuará fiscalizando o órgão mesmo após o encerramento das eleições gerais de outubro. Ela também reagiu a uma crítica que atribuiu ao presidente do Conselho, Ricardo Tonassi Souto, segundo a qual estaria utilizando o período eleitoral para obter vantagens políticas.

Deputada cobra respostas a 140 questionamentos

Durante pronunciamento no plenário da Alerj na terça-feira (27), Tia Ju afirmou que apresentou um requerimento de informações com 46 páginas e aproximadamente 140 perguntas relacionadas às denúncias recebidas por seu gabinete.

“Eu fiz um requerimento de informações e, ao mesmo tempo, por não ter respostas sobre o Conselho de Educação do Estado, nós fizemos requerimento com 46 páginas, com 140 perguntas, questionamentos de denúncias que chegaram ao meu gabinete”, declarou.

A parlamentar ressaltou que a ausência de esclarecimentos levou seu gabinete a procurar o Ministério Público. Ela também afirmou que as denúncias continuam chegando e que pretende manter a cobrança sobre a condução do processo eleitoral.

Questionamentos de conselheiros

No início de outubro, a controvérsia ganhou um novo capítulo. Um grupo de seis conselheiros encaminhou uma carta ao presidente do CEE e aos demais integrantes do colegiado questionando a forma como o processo eleitoral estava sendo conduzido.

Ainda em outubro, o Ministério Público voltou a cobrar explicações ao Conselho sobre a eleição. Esses episódios ampliaram os questionamentos sobre o pleito, embora não representem, por si só, a comprovação das irregularidades denunciadas.

Tia Ju rebate crítica

No discurso, Tia Ju também respondeu a uma manifestação que atribuiu a Ricardo Tonassi Souto. Segundo a parlamentar, o presidente do Conselho teria afirmado que ela estava aproveitando o período das eleições gerais para fazer “politicagem”. A deputada rejeitou a acusação e argumentou que sua atuação fiscalizadora não foi interrompida durante a campanha eleitoral.

“Como eu não faço politicagem, eu faço política, e os nossos gabinetes se mantiveram abertos mesmo durante o pleito eleitoral, trabalhando e fiscalizando, que é o nosso principal papel”, afirmou. Em seguida, a parlamentar elevou o tom contra o dirigente do CEE e questionou a condução da eleição interna. “Ele iria fazer uma eleição do conselho de forma não democrática”, declarou.

A parlamentar encerrou a manifestação reafirmando que continuará acompanhando o caso e exigindo respostas do Conselho Estadual de Educação. “Continuo de olho e continuo cobrando: antes, durante e depois”, concluiu.

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