Uma tempestade solar deve atingir a Terra nesta sexta-feira (9) e pode provocar auroras boreais em regiões do Hemisfério Norte. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) prevê condições de tempestade geomagnética entre os níveis G1, considerado menor, e G2, de intensidade moderada.
O fenômeno está relacionado à chegada de uma ejeção de massa coronal (CME), uma nuvem de partículas e plasma lançada pelo Sol após uma erupção solar. A previsão da NOAA indica maior atividade geomagnética ao longo da sexta-feira, quando a tempestade poderá atingir o nível G2.
Onde as auroras podem aparecer
As auroras boreais são produzidas quando partículas carregadas provenientes do Sol interagem com gases da atmosfera terrestre. A energia liberada nesse processo pode gerar as tradicionais faixas luminosas coloridas no céu.
Com o aumento da atividade geomagnética, o fenômeno pode ser observado em áreas mais distantes dos polos do que normalmente ocorre. A previsão aponta possibilidade de auroras em partes do norte dos Estados Unidos, Canadá e outras regiões de latitudes semelhantes.
A intensidade e a localização exatas das auroras, porém, dependem da chegada e da força da ejeção de massa coronal. Por isso, os modelos podem ser atualizados conforme o fenômeno se aproxima da Terra.
Tempestade pode afetar tecnologia
Além das auroras, tempestades geomagnéticas podem provocar alterações em sistemas tecnológicos. Dependendo da intensidade, podem ocorrer interferências em comunicações por rádio, sistemas de navegação, satélites e redes elétricas.
Neste caso, a previsão é de uma tempestade entre G1 e G2, níveis considerados de menor a moderada intensidade na escala da NOAA. O nível G2 pode produzir efeitos em sistemas elétricos e aumentar o arrasto sobre satélites em órbita baixa.
Fenômeno não representa risco direto para a população
Apesar dos possíveis efeitos sobre sistemas tecnológicos, uma tempestade geomagnética desse nível não representa, em condições normais, uma ameaça direta à população em solo.
A principal consequência visível será a possibilidade de auroras em regiões onde o fenômeno normalmente não aparece. A NOAA mantém um sistema de previsão de curto prazo que acompanha a posição e a intensidade das auroras em ambos os hemisférios.
A previsão também pode mudar nas próximas horas, já que o momento exato de chegada de uma ejeção de massa coronal é difícil de determinar.







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