Suspeito de matar Charlie Kirk pode enfrentar pelotão de fuzilamento

Ativista de extrema-direita foi assassinado com um tiro na garganta em um evento pró-armamentista

Tyler Robinson, de 22 anos, preso pelo assassinato do ativista de extrema-direita Charlie Kirk, pode ser condenado à morte por pelotão de fuzilamento — método ainda permitido em alguns estados dos Estados Unidos.

Segundo a polícia, Robinson teria confessado o crime ao próprio pai após atirar em Kirk diante de uma multidão em uma universidade em Utah, na quarta-feira (10). Charlie Kirk, conhecido por seu alinhamento político com o presidente norte-americano Donald Trump, era considerado um dos principais aliados do republicano na militância conservadora.

O caso reacendeu o debate sobre a pena de morte nos EUA, especialmente após declarações de Trump pedindo “julgamentos rápidos” para casos de homicídio. O mandatário tem pressionado por mudanças no sistema judicial como resposta ao assassinato de Kirk e ao da refugiada ucraniana Iryna Zarutska, morta em um trem na Carolina do Norte, supostamente por uma pessoa em situação de rua.

Estado autoriza execução por pelotão de fuzilamento

Utah é um dos três estados americanos que ainda autorizam o uso do pelotão de fuzilamento como método de execução. O estado esteve prestes a utilizar o método recentemente, no caso do condenado Ralph Menzies, antes que a Suprema Corte anulasse a sentença.

A última execução por pelotão de fuzilamento nos EUA ocorreu em abril na Carolina do Sul — a primeira em 15 anos —, em meio aos esforços de Trump e aliados para ampliar o uso da pena de morte em sua forma mais rígida.

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