O vice-secretário de Estado dos Estados Unidos, Christopher Landau, anunciou no sábado (13) que solicitou a revogação do visto de um brasileiro por ter elogiado nas redes sociais o assassinato do ativista conservador Charlie Kirk. Segundo Landau, o país não recebe visitantes que glorifiquem a violência e o ódio.
“Falei pessoalmente com o chefe do departamento consular para revogar seu visto americano, caso ele tenha, e emitir um alerta para que ele nunca consiga um”, afirmou Landau.

O comentário do médico neurocirurgião Ricardo Barbosa, que já não está mais disponível online, se deu após o assassinato de Kirk, ocorrido na quarta-feira (10) em Utah, quando o ativista foi baleado no pescoço durante um evento na Universidade Utah Valley.
Ele teria postado o seguinte comentário: “Um salve a este companheiro de mira impecável. Coluna cervical”. Em seu perfil, ele aparece vestindo camisetas de apoio a movimentos sociais e partidos de esquerda no Brasil.
Conselho Regional de Medicina investiga
Após o ocorrido, Landau afirmou que o brasileiro que elogiou o crime terá seu visto revogado e será alertado para que não consiga novos vistos.
Landau demonstrou indignação. “De todo o conteúdo online depravado que já vi, este talvez seja o mais assustador. Este é um NEUROCIRURGIÃO do Brasil. Ele não apenas elogia o assassino de Charlie Kirk por sua ‘pontaria impecável’, mas também, com precisão cirúrgica, especifica ‘coluna cervical’. Este é um profissional licenciado que fez o Juramento de Hipócrates?”, questionou.
Em paralelo, o Conselho Regional de Medicina de Pernambuco informou que abriu uma apuração motivada pelo caso e pela repercussão nas redes sociais.
O crime e a investigação

Tyler Robinson, de 22 anos, foi identificado como o suspeito do homicídio. Ele se entregou às autoridades na sexta-feira (12), após familiares e amigos denunciarem seu envolvimento.
Robinson foi acusado de homicídio qualificado, obstrução da justiça e porte ilegal de armas, e permanece preso sem direito a fiança.
O governador de Utah, Spencer Cox, relatou que Robinson teria se radicalizado politicamente nos últimos anos e demonstrado desagrado com Charlie Kirk, que promovia palestras a jovens universitários.
O suspeito era eleitor registrado, mas considerado “inativo” e não apresentava antecedentes criminais.
A captura de Robinson ocorreu após três dias de buscas que envolveram policiais locais e o FBI. Foram mais de 200 entrevistas, 7 mil pistas analisadas e o apoio da família do suspeito para que ele se entregasse.
O ex-presidente Donald Trump, aliado de Kirk, declarou à Fox News que pedirá a pena de morte para o suspeito.





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