O Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu, nesta terça-feira (24), a primeira etapa do julgamento dos cinco acusados pelo assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. A sessão foi marcada pela leitura da denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR) e pelas sustentações orais das defesas.
O julgamento será retomado nesta quarta-feira (25), às 9h, com os votos dos ministros da Primeira Turma, que decidirão pela condenação ou absolvição dos réus. O primeiro voto caberá ao minisgtro Alexandre de Moraes, relator do processo.
Todos os acusados estão em prisão preventiva e, segundo a delação de Ronnie Lessa, teriam atuado nas seguintes frentes:
- Domingos e Chiquinho Brazão: Apontados como os mandantes do crime devido a conflitos políticos e fundiários.
- Rivaldo Barbosa (Ex-chefe da Polícia Civil): Teria participado do planejamento da execução.
- Ronald Alves de Paula (Major da PM): Acusado de monitorar a rotina da vereadora.
- Robson Calixto: Suspeito de entregar a arma do crime a Lessa.
A Tese da Acusação: A Procuradoria-Geral da República (PGR) defende que o crime foi motivado pela oposição de Marielle aos interesses fundiários do grupo político dos irmãos Brazão em áreas controladas por milícias.
Os advogados dos réus negaram categoricamente a participação de seus clientes e focaram na desqualificação da delação premiada de Ronnie Lessa.
Rivaldo Barbosa: Negou corrupção ou interferência política na nomeação para a Polícia Civil.
Chiquinho Brazão: Classificou a delação de Lessa como “mentirosa” e “criação mental”.
Ronald Alves: Afirmou que o réu era inimigo de Lessa e nunca realizou monitoramento.
Domingos Brazão: Alegou que a PGR não provou lucros imobiliários ilícitos que motivassem o crime.
Robson Calixto: Argumentou que ser assessor de Brazão não prova vínculo com milícias.
- Com informações da Agência Brasil






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