No debate ao Senado promovido pelo g1 sobre a retomada de territórios, os candidatos defenderam diferentes medidas para enfrentar a atuação de grupos criminosos no Rio de Janeiro. Entre as propostas citadas estão maior participação das Forças Armadas, parcerias com a iniciativa privada, endurecimento de penas e integração entre as forças de segurança.
Marcelo Crivella (Republicanos) defendeu a participação do Exército em ações de retomada territorial e a criação de mecanismos para aproximar empresas de segurança privada das forças públicas.
“Precisamos de parceria. Precisamos da mesma coisa para a segurança. Estou com esperança de que a parceria da iniciativa privada possa, enfim, dar segurança.”
O candidato também comparou a proposta ao funcionamento de modelos adotados nos Estados Unidos e defendeu o que chamou de um “SUS da segurança pública”, com atuação conjunta dos diferentes setores.
Pedro Paulo (PSD) afirmou que o controle territorial exercido por traficantes e milicianos é um dos principais desafios da segurança no estado. Ele defendeu que o Exército possa treinar contingentes especializados para atuar em apoio às forças estaduais.
Pedro Paulo também propôs o endurecimento das penas para integrantes que ocupam posições de comando em organizações criminosas e defendeu mudanças nas regras para comunicação entre presos e advogados, além de obrigações para empresas de telefonia. “Cláudio Castro permitiu que a situação chegasse a esse ponto. Precisamos ter autoridade moral, em primeiro lugar”.
Carlos Jordy (PL) afirmou que moradores do Rio não podem continuar submetidos ao domínio de grupos criminosos. Ele defendeu mudanças na legislação para aumentar a punição de integrantes dessas organizações e medidas de asfixia financeira para dificultar a lavagem de dinheiro.
Jordy também diferenciou a retomada de territórios de operações pontuais. Segundo ele, o objetivo deve ser manter a presença do Estado nas áreas depois das ações policiais.
“Retomada não é igual à Operação Contenção, temos que ter operações contínuas.”
O candidato também citou projetos apresentados por ele na Câmara dos Deputados relacionados ao cumprimento de penas por criminosos condenados pela morte de policiais. Segundo Jordy, integrantes de organizações criminosas de alta periculosidade devem permanecer em presídios de segurança máxima.
Marcos Dias (Podemos) defendeu maior integração entre os diferentes órgãos e Poderes como condição para enfrentar o crime organizado. Ele afirmou que as polícias precisam atuar de maneira coordenada e disse que medidas de integração podem envolver diferentes forças de segurança.
Dias também mencionou uma experiência pessoal ao tratar da violência no estado, citando o assassinato do irmão com um tiro na cabeça há 13 anos.
“Ninguém pode continuar morrendo. Temos que ter alinhamento de ideias para trabalhar.”
Os candidatos também defenderam maior articulação entre União, estado e municípios nas políticas de segurança pública.







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