Secretário nacional de Aviação Civil frustra plano do Governo do Rio de fortalecer o Galeão: “Nenhum ente público pode determinar para onde a companhia vai voar”

O secretário nacional de Aviação Civil, Ronei Saggioro Glanzmann, frustrou às expectativas do Governo do Rio no sentido de preservar no Galeão a maioria dos voos regionais, deixando o Santos Dumont, exclusivamente para ponte área Rio-São Paulo, Brasília e a aviação executiva. Em entrevista ao Globo, Glanzmann evoca a lei de criação da Anac para…

O secretário nacional de Aviação Civil, Ronei Saggioro Glanzmann, frustrou às expectativas do Governo do Rio no sentido de preservar no Galeão a maioria dos voos regionais, deixando o Santos Dumont, exclusivamente para ponte área Rio-São Paulo, Brasília e a aviação executiva. Em entrevista ao Globo, Glanzmann evoca a lei de criação da Anac para justificar a decisão de levar a maioria dos voos para o Santos Dumont e, assim, turbinar o valor arrecadado no leilão.

– A companhia aérea pode voar para qualquer aeroporto, dependendo exclusivamente de capacidade operacional. A liberdade de voar é um princípio legal no Brasil, nenhum ente público poderá determinar para onde a companhia vai voar. O que eles podem fazer é dar incentivos para os passageiros a determinados aeroportos, como investir em segurança e facilidades de transporte, por exemplo – afirmou

Segundo o secretário , o governo avança no processo de licitação do Santos Dumont, que deverá ir a leilão em maio de 2022, com lance mínimo na casa de R$ 1 bilhão, sem qualquer restrição — tanto em relação aos participantes do certame como em relação às operações do terminal, origem e destino dos voos.

O Santos Dumont será leiloado na última rodada de privatização do setor aeroportuário, com Congonhas e Belém. Quem arrematar levará também terminais regionais. No caso do aeroporto central do Rio, serão Jacarepaguá, Uberlândia, Uberaba e Montes Claros.

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