O advogado Fabiano Lopes, responsável pela defesa do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, voltou ao Tribunal do Júri nesta quarta-feira (28) após sofrer um infarto no último sábado. Ao chegar ao Fórum Central do Rio de Janeiro, ele afirmou: “Se for para morrer, que eu morra com a beca lá dentro”.
Segundo UOL, Lopes participou do quarto dia do julgamento do caso Henry Borel e voltou a criticar a decisão da juíza Elizabeth Machado Louro de manter a sessão mesmo após seu problema de saúde. O advogado afirmou que lidera a equipe de defesa desde o início do processo, há mais de quatro anos.
Defesa diz que “dará a vida” pelo cliente
Durante conversa com jornalistas, Fabiano Lopes declarou que seguirá atuando no caso apesar do quadro de saúde recente. “Quando eu me propus a ser advogado, eu propus doar a minha vida pela liberdade”, afirmou.
O julgamento começou com atraso nesta quarta-feira depois que uma das juradas passou mal antes da sessão. Estavam previstas as oitivas de três testemunhas, entre elas duas ex-namoradas de Jairinho e a filha de uma delas.
Lopes também reforçou que conhece “todos os casos periféricos” relacionados ao processo e destacou sua atuação direta na formação da equipe jurídica responsável pela defesa do ex-vereador.
Caso Henry Borel chega ao júri cinco anos após a morte
O julgamento acontece no 2º Tribunal do Júri do Rio e decidirá se Jairinho e Monique Medeiros são culpados pela morte de Henry Borel, ocorrida em março de 2021. O menino tinha 4 anos.
Os dois réus estão presos desde abril daquele ano. Monique chegou a deixar a prisão após a primeira tentativa de julgamento, realizada em março deste ano, mas voltou a ser presa posteriormente por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).
A primeira sessão do júri acabou suspensa após a defesa de Jairinho abandonar o plenário alegando falta de acesso completo a arquivos anexados ao processo.






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