Advogado de Jairinho abandona defesa durante julgamento da morte de Henry Borel

Criminalista Sergio Figueiredo critica decisão de manter júri após infarto de colega e diz não concordar com condução do processo

O julgamento do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, acusado pela morte do menino Henry Borel, ganhou um novo desdobramento nesta segunda-feira (26). Um dos advogados da defesa, Sergio Figueiredo, anunciou sua renúncia ao caso durante a sessão do Tribunal do Júri, no Rio de Janeiro.

O criminalista afirmou que decidiu deixar a defesa por discordar da continuidade do julgamento após o infarto sofrido pelo advogado Fabiano Lopes, integrante mais antigo da equipe de Jairinho, informa UOL.

Figueiredo afirmou que o grupo havia pedido o adiamento da sessão, mas os requerimentos não foram aceitos pela Justiça. “Não concordo com o que está acontecendo”, declarou o advogado ao deixar o tribunal.

Defesa critica continuidade do julgamento

De acordo com Sergio Figueiredo, a manutenção do júri representa “irresponsabilidade e desrespeito” com Fabiano Lopes, que passou mal no último sábado e ficou impossibilitado de seguir nos trabalhos da defesa.

O advogado argumentou que o adiamento por alguns meses não causaria prejuízo ao processo. “Não faria diferença alguma aguardar mais um, dois ou três meses. A sociedade teria resposta, seja por uma condenação, ou por uma absolvição”, afirmou aos jornalistas na porta do tribunal.

Ainda segundo ele, a ausência do principal advogado de Jairinho compromete diretamente a estratégia da defesa. “Imagina pegar o principal advogado e tirar ele. O que que resta?”, questionou.

Pedido de adiamento foi negado

Sergio Figueiredo revelou que apresentou 23 requerimentos relacionados ao julgamento, mas nenhum deles foi acolhido pela Justiça. A decisão de prosseguir com a sessão provocou forte reação da equipe de defesa do ex-vereador.

O julgamento acontece cinco anos após a morte de Henry Borel, caso que teve ampla repercussão nacional. Jairinho responde pelas acusações relacionadas à morte do menino e acompanha o júri no Tribunal do Júri do Rio.

A saída de um dos advogados em meio à sessão acrescenta mais tensão ao julgamento, que já vinha sendo marcado por pedidos da defesa e debates sobre a condução do processo.

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