É insustentável a permanência de Rogério Pimenta à frente da Secretaria Estadual de Defesa do Consumidor. Pimenta é homem de confiança de Gutemberg Fonseca, acusado pela Polícia Federal, nesta segunda-feira, de manter vínculos com o Comando Vermelho.
Também nesta segunda, o prefeito Eduardo Cavaliere lançou suspeiçãos sobre o órgão. Afirmou que parte do Governo do Estado atua “com comportamento de máfia”, numa alusão explícita ao Procon-RJ e à SedCon, que ajuizaram ação contra o fim do uso de dinheiro em espécie no transporte público da capital.
Há ainda graves suspeitas sobre a atuação fiscalizatória do Procon em academias de ginástica. As ações têm sido direcionadas sobretudo ao grupo Smart Fit, indicando que o órgão poderia estar agindo movido por interesses pouco republicanos. Outras redes que operam sob o mesmo modelo de funcionamento não vêm sendo alvo da fiscalização. O comportamento assimétrico fez crescer a suspeição de que órgão está atuando com parcialidade e pouca transparência.
Somente, no último domingo, três academias da Smart Fit foram interditadas, sem que houvesse qualquer medida de advertência preliminar. Tampouco foi concedido prazo razoável para adequação às exigências do órgão. De maneira abrupta, fiscais determinam a interdição imediata das unidades, numa postura que levanta dúvidas sobre eventual seletividade e abuso de poder regulatório.






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