O julgamento do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, réu pela morte do menino Henry Borel, foi interrompido no fim da tarde desta segunda-feira pela juíza Elizabeth Machado Louro. A sessão será retomada na manhã de terça-feira, após um dia marcado por impasses e tentativas da defesa de anular o julgamento.
Antes da suspensão, a magistrada rejeitou 23 requerimentos apresentados pelos advogados de Jairinho. Segundo a juíza, parte dos pedidos já havia sido analisada anteriormente ou foi apresentada fora do momento processual adequado. Nenhuma testemunha chegou a ser ouvida durante a sessão desta segunda.
Defesa desistiu de adiamento após decisão da juíza
Pela manhã, Jairinho pediu o adiamento do júri após anunciar a destituição de seus advogados. O ex-vereador alegou não ter condições de prosseguir depois que o advogado Fabiano Tadeu Lopes sofreu um infarto no último sábado e não pôde comparecer ao tribunal.
Ao falar diretamente com a juíza, o réu afirmou que o advogado era quem detinha maior conhecimento sobre processos sigilosos relacionados ao caso. A juíza decidiu que, caso o julgamento fosse suspenso, Jairinho seria transferido de Bangu 8, conhecido como o presídio dos famosos, para Bangu 1, de segurança máxima. Jairinho então voltou atrás e reconstituiu parte da equipe de defesa.
O réu também informou que pretende indicar o próprio filho, o advogado Luís Fernando Abidu Figueiredo Santos, de 28 anos, para atuar em sua defesa. A mudança provocou uma interrupção momentânea da sessão para que acusação, defesa e magistrada discutissem os impactos processuais da decisão.
Conselho de sentença foi formado
Após os impasses iniciais, o julgamento começou por volta das 12h40, no 2º Tribunal do Júri da Capital. O Conselho de Sentença foi formado por cinco homens e duas mulheres. A juíza leu a denúncia e suspendeu a sessão para almoço antes do início das discussões da tarde.
Entre os pedidos negados pela defesa estava um requerimento para que a ré Monique Medeiros fosse interrogada antes de Jairinho. Os advogados argumentaram que a mudança seria necessária porque Monique passou a responsabilizar o ex-vereador pela morte do menino.
Ao rejeitar o pedido, Elizabeth Louro afirmou que não caberia ao juízo trabalhar com “exercício de futurologia” sobre eventual influência nos jurados e destacou que as demais alegações estavam “preclusas”, por terem sido apresentadas fora do prazo legal.





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