Santos Dumont tem vocação regional, não pode prejudicar o Galeão e licitação deve ser entregue ao Estado, defende Ceciliano

O presidente da Alerj, André Ceciliano (PT) voltou a defender, em entrevista à Rádio Tupi hoje, dia 09/02/2022,  novas alterações no processo de privatização do Aeroporto Santos Dumont (SDU), de modo a não prejudicar o Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão (GIG). “O Santos Dumont deve ter o mesmo tratamento do Aeroporto de Confins, que…

O presidente da Alerj, André Ceciliano (PT) voltou a defender, em entrevista à Rádio Tupi hoje, dia 09/02/2022,  novas alterações no processo de privatização do Aeroporto Santos Dumont (SDU), de modo a não prejudicar o Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão (GIG).

“O Santos Dumont deve ter o mesmo tratamento do Aeroporto de Confins, que é o internacional de Minas Gerais e fica a 45km de Belo Horizonte. O Aeroporto da Pampulha foi entregue ao estado para modelar a licitação. Isso seria o ótimo aqui também”.

Ceciliano reafirmou que a Alerj também quer que seja incluído no edital de concessão um limite de distância e de passageiros para o SDU.

“A vocação do Santos Dumont é regional, então, deve permanecer para voos da ponte aérea Rio-São Paulo e cidades a até 500 km, ou limitar a 6 ou 7 milhões o número de passageiros por ano. Se não for feito isso, essa privatização no modelo em que está vai gerar uma concorrência desleal com o Galeão”, alertou. O deputado lembrou que em 2021 o aeroporto central do Rio transportou o dobro de passageiros do que foi transportado pelo internacional.

O presidente da Alerj também voltou a criticar as mudanças feitas no edital até o momento pelo Governo Federal, após a forte mobilização da Alerj, juntamente com Prefeitura do Rio e diversas entidades empresariais. Segundo Ceciliano, até o momento, as alterações visam somente a beneficiar empresas interessadas em participar do certame, previsto para meados de junho.

“Até agora as mexidas só facilitam quem ganhará a licitação. Primeiro, (o governo) estendeu de dois para cinco anos o tempo para obras de infraestrutura e depois tirou os outros aeroportos que são deficitários do mesmo lote de concessão (o de Jacarepaguá e os mineiros Montes Claros, Uberaba e Uberlândia)”.

Para Ceciliano, na modelagem atual, o que se propõe é uma quebra do aeroporto de conexão – o chamado hub, que liga a grandes aeroportos do mundo -, com risco de não haver mais voos internacionais nem para todos os estados do Brasil partindo do Rio.

“Da forma que a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) vem fazendo há dois anos, aumentando os voos do Santos Dumont para torná-lo mais atrativo, quebra o Galeão. Vamos perder mais de 20 mil empregos, além da movimentação de cargas”. Ele ainda lembrou que “o Governo federal não ganha nada com a concessão do Santos Dumont”, já que detém 49% da concessão do Galeão. “Essa modelagem vai prejudicar e muito a economia do Rio de Janeiro”, concluiu.

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