Rio passa a ter Padre José de Anchieta como patrono da educação municipal

Lei que reconhece o religioso como símbolo educacional carioca foi publicada nesta quarta-feira (13) no Diário Oficial. Norma é de autoria do vereador Rogério Amorim (PL)

O Padre José de Anchieta agora é oficialmente Patrono Municipal da Educação da cidade do Rio. A Câmara dos Vereadores promulgou, com publicação no Diário Oficial desta quarta-feira (13), a Lei 9.001/2025 que garante o reconhecimento do religioso como símbolo educacional carioca.

Autor da norma, o vereador Rogério Amorim (PL) defende que a obra e a dedicação do padre à educação representam valores de perseverança e compromisso com o ensino, tornando a figura de Anchieta um exemplo para futuras gerações. A proposta chegou a ser vetada pelo prefeito Eduardo Paes (PSD), mas os vereadores derrubaram o veto e o texto foi colocado em vigor pelo presidente do legislativo municipal, Carlo Caiado (PSD).

Na justificativa, Amorim destaca que a medida reconhece e valoriza a herança educacional e cultural deixada por Anchieta, promovendo o conhecimento de sua história e incentivando a excelência educacional inspirada por seus princípios.

“O Padre José de Anchieta foi um missionário jesuíta que desempenhou um papel crucial no desenvolvimento da educação e cultura no Brasil colonial. Além de sua atuação religiosa, Anchieta é lembrado por suas contribuições literárias, como a criação de peças teatrais e a composição de poesias, bem como pela fundação de colégios que serviram de base para a educação no país”, defende no texto. 

O parlamentar também critica o modelo de ensino baseado nas ideias de Paulo Freire, patrono da educação nacional, que, segundo ele, não traz benefícios para o ensino municipal e segue uma lógica politizada.

Quem foi o Padre José de Anchieta

Nascido em 1534, na cidade de San Cristóbal de La Laguna, nas Ilhas Canárias, José de Anchieta chegou ao Brasil em 1553 como missionário jesuíta. Atuou na catequização dos povos originários, fundou colégios e participou da criação de núcleos urbanos que se tornariam grandes cidades, como São Paulo e Rio de Janeiro.

Produziu peças teatrais, poesias e gramáticas, inclusive na língua tupi, tornando-se uma das principais referências culturais e educacionais do período colonial. O católico morreu em 1597, na então vila de Reritiba, no Espírito Santo — hoje município que leva o seu nome, Anchieta. Em 2014, foi canonizado pelo papa Francisco, tornando-se santo da Igreja Católica.

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