Sem Paulo Freire: Vereadores aprovam tornar Pe. Anchieta, patrono da educação

Votação marca vitória de Rogério Amorim após confusão religiosa no dia anterior na Casa

Um dia depois de uma sessão onde discutiu a laicidade do Estado com integrantes do Psol e militantes na galeria por conta de um projeto de lei sobre disponibilização de um informativo sobre danos causados pelo aborto, o vereador Rogério Amorim (PL) obteve uma vitória em plenário com o projeto 3420-A/2024, que torna o Padre José de Anchieta, Patrono Municipal da Educação do Município do Rio de Janeiro.

A proposta do bolsonarista também ressalta que o Poder Executivo poderá instituir programas e projetos educacionais que valorizem o legado de Anchieta, jesuíta que dá nome a dois bairros da cidade, além de promover eventos culturais e educacionais em homenagem à sua memória e incentivar a pesquisa e a divulgação de sua obra e história nas escolas municipais. A matéria foi aprovada em 2ª discussão e agora será encaminhada para sanção ou veto do prefeito Eduardo Paes.

Líder do Partido Liberal, Rogério e a líder da bancada do Psol, Thais Ferreira, rivalizaram sobre um cartaz sobre aborto, rendendo o assunto até para o aspecto religioso, quando Amorim respondeu às provocações do público, que gritavam “O Estado é laico” das galerias. No auge do momento, após a fala de Amorim, que ainda provocou a plateia ao ironizar que o Estado não é laico quando querem colocar “banho de pipoca” como tratamento no SUS, Thais chegou a pedir verificação de quórum, uma tentativa de derrubar os trabalhos no plenário, o que só foi possível após a fala da vereadora, por novo requerimento à presidência, desta vez feito pelo bispo Inaldo Silva (Republicanos).

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