Nas redes, Ruas cita Constituição e aciona STF para poder assumir governo (vídeo)

Deputado cita Constituição estadual e federal para defender sucessão; caso envolve ações judiciais e embate institucional no Rio.

O presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Douglas Ruas, elevou o tom na disputa pelo comando do governo do estado ao citar dispositivos da Constituição estadual e federal para justificar seu direito à sucessão. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o parlamentar defende que a lei é clara e deve ser aplicada.

Ao apresentar seus argumentos, Ruas destacou o artigo 141 da Constituição estadual. “Em caso de impedimento do governador e do vice-governador, ou de vacância dos respectivos cargos, serão chamados ao exercício da chefia do Poder Executivo o presidente da Assembleia Legislativa e o presidente do Tribunal de Justiça”, afirmou, citando o texto.

Na sequência, ele comparou o caso ao que está previsto na Constituição Federal. “Em caso de impedimento do presidente e do vice-presidente, serão chamados sucessivamente o presidente da Câmara, do Senado e do Supremo Tribunal Federal”, disse, ao mencionar o artigo 80.Veja o vídeo de suas redes sociais:

A comparação foi usada para reforçar que, segundo sua interpretação, a regra de sucessão deve ser respeitada em qualquer nível da federação.

Reação a ações judiciais

Durante a fala, Ruas também mencionou que há movimentações contrárias no Judiciário. Segundo ele, “o outro candidato entrou com ações no STF” — o que, na avaliação do parlamentar, contribui para prolongar a indefinição sobre o comando do estado.

Sem citar nomes diretamente, o deputado sinalizou que a disputa ultrapassa o campo político e está sendo travada no Judiciário.

Pedido ao STF

A Alerj já formalizou um pedido ao Supremo Tribunal Federal para que a linha sucessória seja restabelecida, o que abriria caminho para que Ruas assuma o governo interinamente.

“A Alerj entrou com uma solicitação oficial para que a linha sucessória do Governo do Estado seja restabelecida, conforme determina nossa Constituição”, afirmou.

O parlamentar também buscou adotar um tom institucional ao tratar do tema. “O Rio de Janeiro precisa de equilíbrio institucional e respeito às instituições, e não de ataques pessoais ou palanque eleitoral”, declarou.

A fala reforça a tentativa de enquadrar o debate como uma questão jurídica e administrativa.

Cenário indefinido

Atualmente, o governo do estado segue sob comando do presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, enquanto o STF analisa o caso.

A decisão da Corte deverá definir se a interpretação apresentada por Ruas será aceita ou se o modelo atual será mantido até a conclusão do julgamento.

Deixe um comentário

Mais recentes

Descubra mais sobre Agenda do Poder

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading