Papel sobre aborto causa confusão e termina em Bíblia de Marielle

Discussão toma maior parte do tempo de plenário com direito a pedido de lista de clínicas clandestinas entre parlamentares

Por mais um dia, a Câmara do Rio voltou a ser palco de polêmica entre vereadores bolsonaristas e do Psol, além de gritos vindo da galeria.

O projeto de lei, de autoria do Dr. Rogério Amorim (PL), sobre a exibição de cartaz informativo com danos do aborto à saúde e vida da gestante na rede de saúde, voltou à discussão nesta quinta-feira (8) e retomou a confusão após falas de Rafael Satiê (PL) e do próprio Amorim. Após rivalidade na tribuna durante uma hora, a matéria foi adiada para a próxima sessão.

Satiê alfinetou a plateia, que ocuparam uma das galerias após convocação da líder do Psol, Thais Ferreira, com o vereador disparando ao público de filhos que são criados por avós e provocou também ao falar que “favela não respeita a propriedade privada”.

Já Amorim, aproveitou o plenário para celebrar a aprovação de outro projeto de sua autoria, que pode tornar, patrono da educação carioca, o Padre Anchieta, jesuíta criticado pela esquerda.

Indignada, a viúva de Marielle Franco, vereadora Mônica Benicio (Psol) mostrou a Bíblia herdada pela companheira morta e que fica na cabeceira da cama, ao defender o aborto legal, concedido em casos como estupro seguida.

Mônica ainda levantou a Constituição. A socialista ainda denominou a proposta do líder do PL de “fake news”.

Já Maíra do MST (PT) considerou o projeto de Amorim inconstitucional e Rick Azevedo (Psol) disse ter uma lista de clínicas clandestinas de aborto, sendo rebatido por Amorim, que solicitou tal lista para ser apurada pela Comissão de Segurança Pública, a qual preside.

Mais recentes

Descubra mais sobre Agenda do Poder

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading