Psol tenta derrubar votação de informativo contra aborto na Câmara do Rio

Thais Ferreira lembra caso em que autor do projeto de cartaz contra procedimento também protestou sobre aviso de aborto legal

Depois de entrar na pauta do dia algumas vezes, o projeto de lei de autoria do vereador Rogério Amorim (PL) sobre a disponibilidade de um cartaz informativo sobre os danos à saúde e à vida da gestante causados pelo aborto foi á discussão e gerou embate até religioso entre a bancada conservadora e o Psol carioca, desta terça-feira (6).

Ao justificar seu projeto, Amorim, que é médico-cirurgião, levou vaias ao citar riscos como óbitos e infertilidades que podem ser causados pelo procedimento, como também gritos vindos das galerias: “O Estado é laico”. O bolsonarista defendeu que o cartaz proposto traria informações da ciência e que o Estado laico respeita quando alguém fala da Igreja e de Jesus Cristo, em citação ao ocorrido com o correligionário Rafael Satiê, que sofreu preconceito do público ao falar da participação de um evento evangélico.

“Está difícil aprovar um simples papel”, desabafou Amorim.

A líder socialista, Thais Ferreira, chegou a pedir verificação de quórum, para tentar derrubar a sessão, mas foi informada que tinham 17 vereadores dispostos a votar a matéria.

Já o bispo da Universal Inaldo Silva (Republicanos) também solicitação aferir quantos parlamentares permaneceram na casa após fala de Thais, que, classificou o informativo como ‘abusivo e constrangedor’, lembrando a vez que o próprio Amorim foi contra um projeto para dispor de um ‘papel’ informativo, este, sobre o aborto legal nas unidades de saúde. E, para surpresa, foi justamente o líder religioso que conseguiu o encerramento do dia no plenário como também o barulho sobre o assunto.

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