Renovação de 40% muda o mapa político da Alerj para 2027

Assembleia terá 28 nomes fora da atual legislatura, 17 partidos representados e uma bancada de 21 deputados do PL

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Quatro em cada dez cadeiras da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro terão novos ocupantes a partir de fevereiro de 2027. O resultado das eleições de domingo (4) produziu uma renovação de 40% na Alerj: dos 70 integrantes da próxima legislatura, 28 não fazem parte da atual composição da Casa. Dois deles, porém, são velhos conhecidos do Parlamento fluminense e estão de volta: André Ceciliano (PT) e Márcio Canella (União Brasil), que já exerceram mandatos estaduais.

A nova Assembleia terá representantes de 17 partidos. O PL formará, com folga, a maior bancada, com 21 deputados. PT e PCdoB somam dez cadeiras, enquanto o PSD terá nove. PSOL e PP elegeram cinco parlamentares cada, e o União Brasil, quatro. Republicanos terá três representantes. MDB, PDT, Solidariedade e PSB terão dois cada. Novo, PSDB, Agir, PRD e DC completam a composição, com uma cadeira cada.

Índia Armelau (PL) liderou a votação para a Assembleia, com 248.504 votos. Na sequência aparecem Márcio Canella (União Brasil), com 197.178; Renata Souza (PSOL), com 176.871; Dani Balbi (PCdoB), com 169.474; e Guilherme Delaroli (PL), com 166.374.

A composição, no entanto, ainda pode sofrer mudanças. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) analisa recursos de sete candidatos que estão sub judice: João Drummond (PRD), Diego Alba (PSDB), Renato Machado (PT), Val Ceasa (PRD), Paulo Melo (União Brasil), Vaguinho Neguinho (PRD) e Luiz Martins (PSDB).

Caso os recursos sejam acolhidos pela Justiça Eleitoral, a relação de deputados eleitos e, consequentemente, a composição partidária da próxima legislatura poderão ser alteradas.

Três bancadas concentram 57% das cadeiras

PL, PT/PCdoB e PSD, as três maiores forças da próxima legislatura, somarão 40 dos 70 deputados da Alerj. Juntos, os grupos ocuparão 57,1% das cadeiras do Parlamento estadual. O PL terá a maior representação, com 21 deputados, o equivalente a 30% do total de vagas. Confira como ficam as bancadas:

  1. PL – 21 deputados
  2. PT/PCdoB – 10 deputados
  3. PSD – 9 deputados
  4. PSOL – 5 deputados
  5. PP – 5 deputados
  6. União Brasil – 4 deputados
  7. Republicanos – 3 deputados
  8. MDB – 2 deputados
  9. PDT – 2 deputados
  10. Solidariedade – 2 deputados
  11. PSB – 2 deputados
  12. Novo – 1 deputado
  13. PSDB – 1 deputado
  14. Agir – 1 deputado
  15. PRD – 1 deputado
  16. DC – 1 deputado

Derrotas e disputas ampliam renovação

A mudança de 40% não decorre apenas da derrota de deputados que tentaram permanecer na Assembleia. Parte dos atuais parlamentares decidiu não disputar a eleição, enquanto outros concorreram a cargos diferentes. Brazão (União Brasil), Franciani Motta (Podemos), Lucinha (PSD) e Rodrigo Amorim (PL) não disputaram o pleito.

Outros oito integrantes da atual legislatura concorreram a cargos diferentes. Douglas Ruas (PL) disputou o governo do estado e avançou para o segundo turno. Felippe Poubel e Thiago Gagliasso, ambos do PL, foram eleitos deputados federais. Samuel Malafaia (PL) disputou a eleição como suplente na chapa de Carlos Portinho (PL), eleito senador.

Já Marta Rocha e Vitor Júnior, ambos do PDT, Sarah Poncio (Solidariedade) e Wellington José (União Brasil) concorreram a vagas na Câmara dos Deputados, mas não conseguiram se eleger. A posse dos integrantes da 14ª legislatura está prevista para 1º de fevereiro de 2027. Os mandatos seguirão até 2030.

A eleição ainda deixou de fora parlamentares conhecidos da política fluminense que tentavam permanecer na Assembleia. Entre eles estão Carlos Minc (PSB), Dionísio Lins (PP) e Alexandre Knoploch (PL), que disputaram a reeleição, mas não conseguiram renovar seus mandatos.

Os 70 deputados estaduais eleitos

  1. Índia Armelau (PL) – 248.504 votos
  2. Márcio Canella (União Brasil) – 197.178 votos
  3. Renata Souza (PSOL) – 176.871 votos
  4. Dani Balbi (PCdoB) – 169.474 votos
  5. Guilherme Delaroli (PL) – 166.374 votos
  6. Rosenverg Reis (MDB) – 139.866 votos
  7. Elika Takimoto (PT) – 135.271 votos
  8. Anderson Moraes (PL) – 129.325 votos
  9. Costenaro (Novo) – 121.780 votos
  10. Dra. Gabriela (PL) – 96.267 votos
  11. Flávio Serafini (PSOL) – 95.666 votos
  12. Felipinho Ravis (PP) – 93.606 votos
  13. Alan Lopes (PL) – 93.396 votos
  14. João Pires (PSD) – 90.195 votos
  15. Verônica Lima (PT) – 85.421 votos
  16. Alexandre Isquierdo Malafaia (PL) – 83.461 votos
  17. Fernanda Neves (PDT) – 83.326 votos
  18. Rafael Nobre (União Brasil) – 76.706 votos
  19. Jair Bittencourt (PL) – 73.722 votos
  20. Léo Vieira Filho (PSDB) – 72.939 votos
  21. André Ceciliano (PT) – 70.628 votos
  22. Nelsinho Ruas (PL) – 70.552 votos
  23. Bruno Dauaire (União Brasil) – 69.119 votos
  24. Marina do MST (PT) – 66.167 votos
  25. Rodrigo Medeiros (PL) – 65.530 votos
  26. André Corrêa (PSD) – 65.188 votos
  27. Carlinhos BNH (PP) – 61.724 votos
  28. Felipe Pampolha (PP) – 61.589 votos
  29. Jorge Felippe Neto (PL) – 58.508 votos
  30. Delegado Carlos Augusto (PL) – 58.142 votos
  31. Marcelo Dino (PL) – 57.982 votos
  32. Librelon (Republicanos) – 57.409 votos
  33. Dr. Pedro Ricardo (PL) – 57.354 votos
  34. Delegado Bernardo Leal (PP) – 57.254 votos
  35. Cláudio Caiado (PSD) – 56.936 votos
  36. Gustavo Tutuca (PP) – 56.334 votos
  37. Renato Miranda (PL) – 56.329 votos
  38. Dani Monteiro (PSOL) – 55.227 votos
  39. Guilherme Schleder (PSD) – 54.760 votos
  40. Munir Neto (Solidariedade) – 52.808 votos
  41. Júlio Rocha (Agir) – 51.609 votos
  42. Allyson Elias (PT) – 51.145 votos
  43. Márcio Gualberto (PL) – 50.804 votos
  44. Chico Machado (PL) – 50.664 votos
  45. Vinícius Cozzolino (PSD) – 49.353 votos
  46. Leandro (Republicanos) – 49.013 votos
  47. Tia Ju (Republicanos) – 47.302 votos
  48. Coronel Menezes (PL) – 46.700 votos
  49. Rafael Picciani (União Brasil) – 46.686 votos
  50. Giovani Ratinho (MDB) – 46.380 votos
  51. Luciana Boiteux (PSOL) – 44.928 votos
  52. Leonel de Esquerda (PT) – 44.597 votos
  53. Giselle Monteiro (PL) – 44.532 votos
  54. Luiz Paulo (PSD) – 43.720 votos
  55. Serginho (PDT) – 43.664 votos
  56. Ana Paula Mendes (PSD) – 43.356 votos
  57. Yuri Moura (PSOL) – 43.336 votos
  58. Zeidan (PT) – 43.115 votos
  59. Poubel Filho (PL) – 42.871 votos
  60. Daniel Marques (PL) – 42.768 votos
  61. Adilson Pires (PT) – 42.467 votos
  62. Felipe Tropa (PL) – 41.293 votos
  63. Carla Machado (PSD) – 39.208 votos
  64. Vantoil Martins (PSB) – 39.179 votos
  65. Soldado Tobias (PRD) – 37.969 votos
  66. Joyce Trindade (PSD) – 37.088 votos
  67. Jari (PSB) – 34.199 votos
  68. Raone Ferreira (PT) – 28.377 votos
  69. Carlos Russo (DC) – 27.447 votos
  70. Arthur Monteiro (Solidariedade) – 25.844 votos

Os 28 nomes que chegam

  1. Márcio Canella (União Brasil) – retorna à Alerj
  2. Costenaro (Novo)
  3. Dra. Gabriela (PL)
  4. João Pires (PSD)
  5. Alexandre Isquierdo Malafaia (PL)
  6. Fernanda Neves (PDT)
  7. Léo Vieira Filho (PSDB)
  8. André Ceciliano (PT) – retorna à Alerj
  9. Nelsinho Ruas (PL)
  10. Rodrigo Medeiros (PL)
  11. Felipe Pampolha (PP)
  12. Delegado Bernardo Leal (PP)
  13. Allyson Elias (PT)
  14. Leandro (Republicanos)
  15. Coronel Menezes (PL)
  16. Luciana Boiteux (PSOL)
  17. Leonel de Esquerda (PT)
  18. Serginho (PDT)
  19. Ana Paula Mendes (PSD)
  20. Poubel Filho (PL)
  21. Daniel Marques (PL)
  22. Adilson Pires (PT)
  23. Felipe Tropa (PL)
  24. Vantoil Martins (PSB)
  25. Soldado Tobias (PRD)
  26. Joyce Trindade (PSD)
  27. Raone Ferreira (PT)
  28. Carlos Russo (DC)

Quem não se reelegeu

  1. Alexandre Knoploch (PL)
  2. Carlos Macedo (Republicanos)
  3. Carlos Minc (PSB)
  4. Célia Jordão (PSD)
  5. Dionísio Lins (PP)
  6. Dr. Deodalto (PL)
  7. Fabiani Vasconcelos (Agir)
  8. Fábio Silva (União Brasil)
  9. Filipe Soares (PSDB)
  10. Fred Pacheco (PL)
  11. Lilian Behring (PCdoB)
  12. Professor Josemar (PSOL)
  13. Renan Jordy (PL)
  14. Renato Machado (PT) – sub judice
  15. Sérgio Fernandes (PSD)
  16. Val Ceasa (PRD) – sub judice
  17. Valdecy da Saúde (PL)

Renato Machado e Val Ceasa integram também a relação dos sete candidatos com recursos ainda pendentes de julgamento. Por isso, a situação de ambos não pode ser considerada definitivamente encerrada.

O sistema usado para distribuir as 70 cadeiras da Assembleia é proporcional. Além da votação individual, são considerados os votos obtidos pelos partidos e federações, o quociente eleitoral e as regras de distribuição das vagas.

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