Quem são os candidatos ao Senado pelo Rio de Janeiro nas Eleições 2026

Estado tem 16 candidatos na disputa por duas vagas; primeiro turno será realizado em 4 de outubro

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O eleitor do Rio de Janeiro terá 16 opções para escolher os dois representantes do estado no Senado Federal nas Eleições 2026. A votação do primeiro turno será realizada em 4 de outubro. Como o Senado terá a renovação de dois terços das cadeiras neste ano, cada eleitor fluminense poderá votar em dois candidatos diferentes.

Os dois nomes mais votados no estado serão eleitos para mandatos de oito anos. Ao todo, 54 das 81 cadeiras do Senado estarão em disputa em todo o país.

Entre as atribuições dos senadores estão a fiscalização dos atos do Poder Executivo, a participação na elaboração e votação de leis e a instalação de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs). O Senado também participa da aprovação de autoridades indicadas pelo presidente da República, como ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), o procurador-geral da República e diplomatas.

No dia da votação, o eleitor deverá digitar na urna o número de três dígitos do candidato escolhido e confirmar o voto. A Justiça Eleitoral recomenda que os eleitores levem uma “cola” com os números dos candidatos, já que o uso de celulares na cabine de votação é proibido.

Veja quem são os candidatos ao Senado pelo Rio

Benedita da Silva (PT) — 131

Deputada federal, Benedita da Silva volta a disputar uma vaga no Senado. Em 1994, tornou-se a primeira mulher negra eleita para representar o Rio de Janeiro na Casa. Ela forma aliança com Pedro Paulo, do PSD, definida pelo PT.

Carlos Jordy (PL) — 221

Deputado federal, Carlos Jordy iniciou a carreira política como vereador de Niterói, cargo para o qual foi eleito em 2016. Agora, disputa uma das duas vagas destinadas ao Rio no Senado pelo PL, em dobradinha com Portinho.

Carlos Portinho (PL) — 222

Carlos Portinho chegou ao Senado como primeiro suplente de Arolde de Oliveira, após a morte do titular, e passou a ocupar a cadeira destinada ao Rio, na época filiado ao PSD. Antes disso, foi secretário municipal de Habitação do Rio, no mandato de Eduardo Paes em 2015, e secretário estadual do Ambiente, na gestão de Luiz Fernando Pezão. Junto com Jordy, tenta buscar as duas vagas na Casa para o campo bolsonarista.

Comandante Ribeiro Afonso (Democrata) — 350

O comandante da Marinha Cleber Ribeiro Afonso busca uma cadeira no Senado pelo Rio. Ele entrou na corrida após André Monteiro deixar a disputa pela Casa para concorrer como candidato a vice-governador na chapa encabeçada por Anthony Garotinho.

Helio Secco (Missão) — 144

Biólogo, Helio Secco atua há mais de uma década como consultor ambiental na área de infraestrutura logística. Foi coordenador do plano de governo estadual em 2021 e, em 2022, concorreu ao cargo de vice-governador na chapa encabeçada pelo ex-deputado federal Paulo Ganime.

Luciano Mattos (PRTB) — 280

Formado em Direito, Luciano Mattos foi procurador-geral de Justiça do Rio de Janeiro entre 2021 e 2025. Agora, concorre a uma das duas vagas do estado no Senado.

Luiz Eugenio (PCO) — 290

Metalúrgico aposentado e com quatro décadas de militância política, Luiz Eugenio concorre pela primeira vez ao Senado. Ele já disputou o governo fluminense, em 2018, e a Prefeitura do Rio, em 2020.

Marcelo Crivella (Republicanos) — 100

Deputado federal e ex-prefeito do Rio, Marcelo Crivella tenta retornar ao Senado. Ele já ocupou uma cadeira na Casa, a qual deixou para assumir a prefeitura carioca em 2016. Também foi ministro da Pesca e Aquicultura no governo Dilma Rousseff, entre 2012 e 2014.

Marcos Dias (Podemos) — 200

Vereador do Rio, Marcos Dias preside a Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Câmara Municipal e está atualmente em seu primeiro mandato na Casa. Em 2023, ocupou o cargo de secretário de Integração Metropolitana da Prefeitura do Rio, na gestão de Eduardo Paes.

Michelly Xavier (UP) — 800

Advogada, Michelly Xavier atua no Movimento de Mulheres Olga Benario e tem como principais bandeiras a defesa dos direitos sociais e o combate à violência contra as mulheres. Ela busca uma vaga no Senado pelo UP. Em 2020, concorreu ao cargo de vice-prefeita de Duque de Caxias na chapa encabeçada por Ivanete Silva.

Monica Benicio (Psol) — 500

Arquiteta e urbanista, Monica Benicio foi eleita vereadora do Rio pela primeira vez em 2020 e reeleita em 2024 e atualmente preside a Comissão de Cultura da Câmara Municipal. Ela disputa o Senado pela primeira vez e tem atuação ligada a pautas de direitos humanos e à defesa dos direitos da população LGBTQIAP+, buscando as vagas da Casa para a esquerda ao lado de Benedita.

Ó Clemente (Democrata) — 355

Clemente Sebastião de Almeida Campos, conhecido como Ó Clemente, é servidor público aposentado e concorre ao Senado pelo partido Democrata. Foi candidato a deputado federal em 2002 e 2006 e, em 2004, chegou a disputar uma vaga na Câmara do Rio.

Paula Falcão (PSTU) — 160

Professora e integrante da direção do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro (Sepe-RJ), Paula Falcão disputa uma vaga no Senado pelo PSTU. Em 2024, foi candidata a vice-prefeita do Rio na chapa encabeçada por Cyro Garcia.

Pedro Paulo (PSD) — 555

Deputado federal desde 2011, Pedro Paulo está em seu quarto mandato consecutivo na Câmara. No Executivo municipal, já foi secretário de Meio Ambiente, Casa Civil e Fazenda e Planejamento da Prefeitura do Rio. Também ocupou o cargo de secretário-chefe da Casa Civil do governo do estado.

Vinicius Benevides (UP) — 808

Vinicius Benevides concorre pela primeira vez ao Senado. Em suas redes sociais, apresenta-se como camelô dos trens e socialista. Já disputou uma vaga na Câmara do Rio, em 2020, e foi candidato a vice-prefeito em 2024.

Waguinho (Republicanos) — 101

Formado em Direito, Wagner dos Santos Carneiro, o Waguinho, disputa pela primeira vez uma vaga no Senado. Ele é ex-prefeito de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, cargo que ocupou até 2024. Foi eleito em 2016 e reeleito em 2020.

Como funciona a eleição para o Senado

Diferentemente da eleição para deputado federal e deputado estadual, que utiliza o sistema proporcional, a escolha dos senadores ocorre pelo sistema majoritário. No Rio de Janeiro, os dois candidatos que receberem mais votos serão eleitos.

Como duas cadeiras do Rio estão em disputa em 2026, o eleitor deverá escolher dois candidatos diferentes para o cargo. Além do Senado, os eleitores fluminenses também votarão para presidente da República, governador, deputado federal e deputado estadual.

As candidaturas estão sujeitas à análise da Justiça Eleitoral e a situação dos registros pode sofrer alterações até a eleição.

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