Um avião monomotor de pequeno porte caiu e pegou fogo na manhã desta terça-feira (25) no distrito de Serra Azul, em Mateus Leme, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O piloto, de 29 anos, era o único ocupante da aeronave e conseguiu sair do aparelho depois da queda.
Segundo informações preliminares do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, o avião teria começado a pegar fogo ainda durante o voo antes de atingir uma área de vegetação. Imagens feitas por moradores mostram o monomotor perdendo altitude com o sistema de paraquedas de emergência acionado.
Após a queda, populares que testemunharam o acidente ajudaram a retirar o piloto da área em segurança. Ele foi encaminhado para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Mateus Leme.
Apesar da gravidade do acidente e da destruição provocada pelo incêndio, o piloto não apresentava queixas de dores nem escoriações visíveis no momento do atendimento inicial, segundo as informações divulgadas após a ocorrência.
✈️ QUEDA DE AVIÃO | Piloto de 29 anos, que era o único ocupante, conseguiu deixar a aeronave após o impacto e foi levado para atendimento médico sem ferimentos aparentes.
— Agenda do Poder (@agendadopoder) August 25, 2026
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Aeronave havia decolado de Belo Horizonte
O Corpo de Bombeiros informou que o avião havia partido do Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte. O destino previsto era Bom Despacho, município localizado na região Centro-Oeste de Minas Gerais.
Durante o trajeto, porém, ocorreu a emergência que terminou com a queda em Serra Azul. Os registros feitos por testemunhas mostram que o sistema de paraquedas já estava aberto enquanto a aeronave se aproximava do solo.
Pouco depois do impacto, o monomotor foi tomado pelo fogo. As circunstâncias que levaram à emergência e a sequência exata dos problemas enfrentados durante o voo ainda precisarão ser esclarecidas pela investigação.
A Motiva, concessionária responsável pela administração do Aeroporto da Pampulha, informou que está apurando os fatos para fornecer mais esclarecimentos sobre o caso.
Monomotor estava com documentação regular
Dados disponíveis no Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB) identificam o avião como um Cirrus Design SR22, de prefixo PR-VMI. Fabricada em 2013, a aeronave é de propriedade particular.
De acordo com o cadastro aeronáutico, o monomotor estava em situação regular e não possuía restrições operacionais registradas. O Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade (CVA) tinha validade até 26 de setembro de 2026.
O Cirrus SR22 possui capacidade para até cinco ocupantes, considerando um piloto e quatro passageiros, embora apenas o piloto estivesse a bordo no momento do acidente desta terça-feira. O peso máximo de decolagem do modelo é de 1.633 quilos.
A documentação da aeronave também registra autorização para operações conforme as regras previstas no Regulamento Brasileiro da Aviação Civil (RBAC) 91.
Paraquedas foi acionado antes da queda
Um dos equipamentos que diferencia o modelo envolvido no acidente é o Sistema de Paraquedas de Célula Cirrus, conhecido pela sigla CAPS. O dispositivo integra a aeronave e foi desenvolvido para ser utilizado em situações de emergência.
Diferentemente de um paraquedas individual para os ocupantes, o CAPS é projetado para desacelerar a descida da própria aeronave. Quando acionado, um paraquedas é lançado e passa a sustentar o avião durante a descida, buscando reduzir a intensidade do impacto com o solo.
As imagens registradas em Mateus Leme mostram justamente o equipamento aberto enquanto o monomotor descia. Ainda não há informações conclusivas sobre o momento em que o sistema foi acionado nem sobre a origem do incêndio relatado durante o voo.
Também deverá ser apurado se houve alguma falha mecânica ou outro problema que tenha levado o piloto a utilizar o dispositivo de emergência.







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