Quaest: Lula reage em Minas e SP, mas Flávio amplia vantagem no Rio

Para diretor Felipe Nunes, pesquisas mostram reação de Lula em Minas e São Paulo, enquanto o Rio segue em direção diferente

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A disputa presidencial apresenta movimentos diferentes nos três maiores colégios eleitorais do Sudeste na reta final para o primeiro turno. Na interpretação do cientista político e diretor da Quaest, Felipe Nunes, os levantamentos da Quaest divulgados nesta quarta-feira (23) indicam uma reação de Lula (PT) em Minas Gerais e São Paulo, enquanto o Rio de Janeiro segue em outra direção, com ampliação numérica da vantagem de Flávio Bolsonaro (PL).

Em análise publicada após a divulgação das pesquisas, Nunes destaca principalmente o cenário mineiro. Em uma eventual disputa de segundo turno, Lula alcançou 40%, mesmo percentual registrado por Flávio. No levantamento anterior, realizado no início de setembro, o senador tinha 40%, contra 37% do presidente.

No primeiro turno mineiro, os dois também avançaram. Lula passou de 31% para 35%, enquanto Flávio foi de 27% para 30%. Augusto Cury (Avante) caiu de 8% para 5%, e Romeu Zema (Novo), de 6% para 2%. Os indecisos passaram de 15% para 13%.

Distância diminui em São Paulo

Em São Paulo, Lula também apresentou oscilação positiva na simulação de segundo turno. O presidente passou de 33% para 36%, enquanto Flávio oscilou de 41% para 42%.

Com isso, a distância numérica entre os dois passou de oito para seis pontos percentuais. Para Felipe Nunes, esse movimento reforça a leitura de melhora do presidente no estado, embora Flávio permaneça numericamente à frente.

No primeiro turno, o movimento foi diferente. Flávio passou de 31% para 34%, enquanto Lula oscilou de 30% para 31%. Cury aparece com 7%; Ronaldo Caiado (PSD), com 4%; Renan Santos (Missão), com 3%; e Zema, com 1%.

A avaliação do governo Lula também apresentou oscilação positiva entre os paulistas. A aprovação passou de 37% para 40%, enquanto a desaprovação foi de 58% para 55%.

Rio segue caminho diferente

Na avaliação de Felipe Nunes, o cenário encontrado pela Quaest no Rio de Janeiro estabelece um limite para a interpretação de uma recuperação regional de Lula.

No primeiro turno, Flávio Bolsonaro passou de 34% para 37%, enquanto Lula oscilou de 32% para 30%.

Em uma eventual disputa de segundo turno, o senador aparece com 44%, contra 36% do presidente. No levantamento anterior, Flávio tinha 43% e Lula, 37%. A distância numérica, portanto, passou de seis para oito pontos.

A avaliação do governo também apresentou variação desfavorável ao presidente no estado. A aprovação passou de 40% para 37%, enquanto a desaprovação subiu de 51% para 56%.

Eleitores estão mais decididos

Outro ponto destacado por Felipe Nunes é o aumento da proporção de entrevistados que consideram definitiva sua escolha entre aqueles que já indicam um candidato.

Em Minas, o percentual passou de 71% para 81%. Em São Paulo, subiu de 74% para 80%. No Rio, avançou de 77% para 82%.

As oscilações precisam ser analisadas considerando as respectivas margens de erro. Em São Paulo, ela é de dois pontos percentuais. Em Minas Gerais e no Rio de Janeiro, de três pontos.

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