A desaprovação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a ficar numericamente acima da aprovação, segundo nova pesquisa Quaest divulgada nesta sexta-feira (14). O levantamento mostra que 48% dos entrevistados desaprovam a gestão petista, enquanto 46% aprovam. Outros 6% não souberam ou não responderam.
Apesar da diferença de dois pontos percentuais, os índices estão no limite da margem de erro da pesquisa, que também é de dois pontos para mais ou para menos. Portanto, aprovação e desaprovação estão tecnicamente empatadas.
A nova rodada representa uma inversão numérica em relação ao levantamento realizado no início de agosto. Na ocasião, 48% aprovavam o governo, enquanto 47% desaprovavam. A pesquisa foi encomendada pela Rede Globo e jornal O Globo.
Avaliação muda em duas semanas
A série apresentada pela Quaest mostra oscilações na percepção dos brasileiros sobre o governo. Há um ano, a desaprovação estava em 51%. No mês passado, havia recuado para 47%.
Já a aprovação passou de 46% em agosto de 2025 para 48% em julho deste ano. Agora, retorna aos 46%, enquanto a desaprovação alcança novamente 48%.
Quando a pergunta é sobre a avaliação da administração, e não apenas aprovação ou desaprovação, a divisão também aparece. Para 37% dos entrevistados, o governo Lula é negativo. Outros 36% consideram a gestão positiva, enquanto 25% avaliam o governo como regular. Apenas 2% não responderam.
A rodada ocorre depois de duas semanas marcadas por novos fatos políticos envolvendo o Palácio do Planalto. Nos últimos 15 dias, a Polícia Federal abriu três inquéritos para apurar suspeitas envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente.
As investigações apuram suspeitas relacionadas a tráfico de influência na Saúde, favorecimento na Dataprev e negócios ilícitos no governo.
Maioria vê país na direção errada
Outro indicador da Quaest revela uma percepção predominantemente negativa sobre os rumos atuais do país. Para 53% dos entrevistados, o Brasil está seguindo na direção errada.
Os que avaliam que o país caminha na direção certa representam 38%. Outros 9% não souberam ou preferiram não responder.
A economia também aparece como um ponto de preocupação. Questionados sobre o que aconteceu nos últimos 12 meses, 49% afirmaram que a situação econômica do Brasil piorou.
Para 30%, a economia permaneceu do mesmo jeito, enquanto 19% disseram ter percebido melhora. Outros 2% não responderam.
Expectativa para economia é mais positiva
Apesar da percepção negativa sobre os últimos 12 meses, os brasileiros demonstram maior otimismo quando olham para o futuro.
Segundo a Quaest, 42% acreditam que a economia vai melhorar nos próximos 12 meses. Outros 28% esperam uma piora, enquanto 24% avaliam que a situação permanecerá como está. Seis por cento não souberam responder.
A pesquisa foi realizada em meio a uma aproximação de Lula com a cúpula do Congresso. O presidente se reuniu recentemente com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que anunciou apoio à candidatura de Lula, e com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
O levantamento ouviu 2.004 eleitores entre segunda e quinta-feira. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-06773/2026.
Na mesma rodada, a Quaest mostrou Lula com 38% das intenções de voto no primeiro turno da disputa presidencial, contra 31% de Flávio Bolsonaro (PL). Em eventual segundo turno entre os dois, Lula registra 43% e Flávio, 40%.







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