O Partido dos Trabalhadores (PT) iniciou uma campanha de arrecadação entre militantes e apoiadores para conseguir R$ 7 milhões e quitar despesas da campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A iniciativa, divulgada no site oficial da legenda, pede contribuições de R$ 13 até o próximo dia 11, em uma tentativa de reunir recursos suficientes para encerrar os compromissos financeiros da disputa presidencial de 2026.
A mobilização ocorre apesar de os dados parciais apresentados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indicarem que a campanha arrecadou mais dinheiro do que gastou. Segundo as informações declaradas à Justiça Eleitoral, as receitas somaram R$ 128,6 milhões nos dois turnos, enquanto as despesas registradas chegaram a R$ 98,3 milhões.
A diferença representa um saldo positivo de aproximadamente R$ 30,3 milhões. O coordenador financeiro da campanha, José de Filippi, entretanto, afirma que esses números ainda não refletem a situação definitiva das contas eleitorais. Segundo ele, há compromissos financeiros que precisam ser contabilizados antes da apresentação do balanço final, prevista para o dia 14 de novembro.
Campanha pede contribuições de R$ 13
Para alcançar a meta de R$ 7 milhões, o PT está incentivando doações individuais de R$ 13, valor que faz referência ao número eleitoral do partido. “Bora ajudar a campanha Lula: doe R$ 13 até o dia 11! A sua ajuda faz a diferença”, diz a mensagem publicada no site da legenda.
Se todas as contribuições fossem feitas nesse valor, seriam necessárias aproximadamente 538,5 mil doações para atingir a quantia pretendida. O partido aposta na mobilização de sua militância para levantar o dinheiro e evitar que permaneçam pendências financeiras relacionadas à campanha presidencial. “Se milhares de pessoas ajudarem um pouco, fechamos as contas”, afirma outra mensagem divulgada pelo PT.
Para receber as contribuições, a legenda informou o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) vinculado à campanha presidencial. O registro está em nome de “Eleição 2026 Luiz Inácio Lula da Silva Presidente”, criado em agosto deste ano.
Filippi defendeu a participação dos apoiadores como forma de garantir o pagamento dos compromissos assumidos durante a disputa eleitoral. “A participação popular é fundamental para garantir que todos os compromissos financeiros sejam cumpridos”, afirmou o coordenador financeiro, em declaração publicada no site do partido.
Tesoureiro explica diferença nas contas
A aparente contradição entre o saldo positivo informado ao TSE e a necessidade de arrecadar mais R$ 7 milhões é atribuída pelo coordenador financeiro ao caráter parcial dos registros disponíveis na Justiça Eleitoral.
De acordo com Filippi, a campanha utilizou praticamente todo o limite de gastos autorizado para o segundo turno, estabelecido em R$ 44 milhões. O valor ainda precisa ser considerado na consolidação da prestação de contas. “O teto de despesas do segundo turno é de 44 milhões e foi usado quase todo”, explicou o tesoureiro.
A expectativa é que o balanço definitivo, previsto para o dia 14, apresente os valores consolidados de receitas, despesas e eventuais obrigações financeiras ainda pendentes.
Enquanto isso, o partido intensifica o pedido de colaboração de eleitores e militantes, apresentando as contribuições individuais como uma alternativa para alcançar a meta. “Qualquer pessoa pode doar R$ 13, um valor menor do que o preço de um lanche, para que a gente consiga pagar todas as contas da campanha”, declarou Filippi.
O coordenador financeiro também ressaltou que pequenas contribuições podem representar uma parcela significativa da arrecadação quando realizadas por um grande número de apoiadores.
Segundo ele, R$ 13 “pode parecer pouco quando pensamos em uma contribuição individual, mas, com milhares de pessoas participando, conseguiremos reunir os recursos necessários para fechar as contas da campanha”.







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