O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, e a deputada federal Erika Hilton anunciaram nesta quarta-feira (25) que defendem a criação de uma federação entre o PSOL e o PT. A proposta ocorre em meio a divergências internas na legenda e às articulações para as eleições.
A deliberação sobre o tema está marcada para 7 de março, quando o diretório nacional do partido deve avaliar oficialmente a formação da aliança.
Sem maioria consolidada dentro da sigla, a iniciativa ganha peso com o apoio de duas das principais lideranças do PSOL, que veem na federação uma estratégia para ampliar a presença no campo progressista e fortalecer a interlocução com o governo federal.
Federação pode ampliar influência política
Segundo os defensores da proposta, a união partidária ajudaria a reduzir a imagem de isolamento político da legenda e permitiria maior capacidade de pressionar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva por pautas mais alinhadas à esquerda.
Aliados também avaliam que a medida pode garantir maior proximidade com o Palácio do Planalto no cenário eleitoral deste ano, especialmente diante da crescente aproximação do PT com partidos do Centrão na Câmara dos Deputados.
Na prática, a federação permitiria atuação conjunta nas eleições e no Congresso, com divisão de tempo de televisão, recursos do fundo partidário e estratégias comuns.
Resistência interna e temor por autonomia
A proposta, no entanto, enfrenta forte resistência dentro do PSOL. Setores contrários afirmam que a aliança com um partido de maior estrutura pode diluir a identidade política da legenda.
O principal receio é que o partido perca autonomia e acabe absorvido pelo peso eleitoral e organizacional do PT.
Atualmente, o PSOL já integra uma federação com a Rede Sustentabilidade e ocupa cargos no governo federal, incluindo a Secretaria-Geral da Presidência e o Ministério dos Povos Indígenas, além de compor a base governista no Congresso Nacional.
A decisão de março é considerada estratégica para o futuro da sigla e deve influenciar diretamente o posicionamento do partido nas eleições de 2026.






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