Grupo do Psol no Rio se reúne com Boulos e avalia saída para o PT

Derrota interna sobre federação com o PT amplia crise e pode provocar debandada de parlamentares no estado

Em meio à intensificação das disputas internas no Psol, um grupo de parlamentares do Rio de Janeiro se reuniu nesta sexta-feira (20) com o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, para discutir os rumos políticos da corrente Revolução Solidária. O encontro ocorreu em um restaurante na Lapa, durante agenda do programa Governo do Brasil na Rua.

Participaram da reunião os vereadores Rick Azevedo e Thaís Ferreira, os deputados estaduais Dani Monteiro, Renata Souza e Yuri Moura, além do deputado federal Pastor Henrique Vieira. A tendência discutida é de uma possível saída coletiva do partido, com migração para o PT.

Racha interno no Psol

A movimentação ocorre após a derrota da corrente Revolução Solidária no debate interno sobre a adesão do Psol à federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV. A proposta foi rejeitada pelo diretório nacional da legenda no último dia 7, aprofundando divisões entre os grupos internos, incluindo o Rio de Janeiro.

A decisão desencadeou uma crise entre integrantes do partido, com críticas públicas dirigidas a lideranças da corrente, incluindo Boulos e a deputada federal Erika Hilton (SP). Parte dos parlamentares passou a avaliar que não há mais ambiente político para permanência na legenda diante do acirramento dos conflitos.

Nos bastidores, aliados relatam que os ataques e divergências tornaram a convivência insustentável, impulsionando a discussão sobre novos caminhos partidários.

Debate sobre o futuro

Durante o encontro na Lapa, o grupo alinhado à Revolução Solidária discutiu cenários possíveis, incluindo a permanência no Psol ou a migração para o PT. A corrente defende a formação de uma frente ampla de esquerda com foco na reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e na ampliação de políticas sociais.

Paralelamente, uma ala dissidente da própria corrente divulgou uma carta afirmando que Guilherme Boulos já teria decidido se filiar ao PT, o que gerou novos desdobramentos. Em resposta, o ministro não confirmou a saída, mas afirmou que o movimento ainda debate seus rumos políticos e criticou a divulgação do documento.

O episódio amplia as incertezas sobre o futuro do Psol no Rio e pode resultar em uma reorganização significativa das forças políticas no campo da esquerda no estado.

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