O protesto dos servidores do Hospital Federal de Bonsucesso (HFB), no Rio de Janeiro, entrou em seu quinto dia, em oposição à nova gestão do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), de Porto Alegre, que assumiu a administração da unidade após portaria do Ministério da Saúde. Os servidores criticam a descentralização da gestão dos hospitais federais e prometem continuar a manifestação até que um acordo seja alcançado. Uma audiência de conciliação está marcada para a próxima segunda-feira (21).
Cristiane Gerardo, diretora do Sindicato dos Servidores da Saúde, afirma que o clima no hospital é tenso, com a presença diária da polícia, incluindo o Batalhão de Choque, mas garante que os serviços essenciais, como os de oncologia e transplantes, seguem funcionando normalmente. A sindicalista afirma que a manifestação continuará até que um processo de negociação seja estabelecido. O sindicato já apresentou denúncias ao Ministério Público Federal e ingressou com uma ação popular, buscando garantir o direito de protesto.
Por outro lado, o secretário-adjunto de Atenção Especializada à Saúde, Nilton Pereira Junior, destacou que o protesto dos servidores está atrasando o cronograma da nova gestão, impedindo a abertura de leitos e a avaliação das condições da unidade. Ele ressaltou que especialistas estão impedidos de realizar vistorias na rede elétrica e nos equipamentos médicos necessários para o funcionamento adequado do hospital.
Enquanto isso, pacientes relatam dificuldades no atendimento. A aposentada Maria Lúcia Silva, de 77 anos, aguarda há um ano e meio por uma cirurgia de catarata e segue sofrendo com a visão prejudicada. Segundo sua neta, Jéssica Marinho, a idosa já passou por avaliação de risco, mas a operação nunca foi marcada por falta de recursos, elevando o risco de cegueira a cada dia que passa.
Com informações de O Globo
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