A polícia identificou que o principal alvo do ataque a tiros ocorrido em um bar no bairro de Austin, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, era o miliciano Vitor da Paixão Aragão, conhecido como Vitinho da Biquinha. Ele foi um dos três mortos na ação registrada na madrugada de sexta-feira (24).
De acordo com as investigações, outras duas vítimas não tinham relação com o alvo. Morreram no local o dono do bar, Rafael Wilson de Souza, de 43 anos, e um amigo dele, Leonardo de Assis Ferreira, de 36.
Execução com fuzis
Testemunhas relataram que quatro homens encapuzados passaram de carro atirando com fuzis em direção ao estabelecimento. Vitor foi atingido e morreu ainda no local. A polícia aponta que ele ocupava posição de liderança em uma milícia que atua na região de Austin.
Segundo os investigadores, o miliciano era conhecido por práticas violentas e por exigir pagamentos semanais de comerciantes locais. Contra ele, havia dois mandados de prisão em aberto por homicídio e envolvimento com organização criminosa.
Vítimas sem ligação com o alvo
As apurações indicam que o ataque pode ter sido cometido por integrantes do Comando Vermelho de Queimados, município vizinho. O caso está sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense.
Além do miliciano, as outras vítimas foram atingidas durante o ataque sem qualquer vínculo com a disputa criminosa. O corpo de Rafael Wilson de Souza foi enterrado no sábado (25), no município de Mesquita.
A morte de pessoas sem relação com o alvo reforça a preocupação com a violência em áreas dominadas por grupos armados, onde confrontos costumam atingir moradores e trabalhadores.
Sequência de ataques na região
O episódio em Nova Iguaçu integra uma série de ações violentas registradas ao longo da semana no Rio e na Baixada Fluminense. Ao todo, três ataques deixaram cinco mortos e oito feridos.
Um dos casos ocorreu durante uma festa em homenagem a São Jorge, na comunidade Para-Pedro, em Irajá, na quinta-feira (23). Na ocasião, Alexandre Santos Silva, de 36 anos, foi morto após ser atingido na cabeça.
Familiares relataram o impacto da perda. “Trabalhador, todo mundo gostava dele”, disse a mãe, Janaína dos Santos. A irmã, Ticiane, afirmou: “Meu irmão era tudo pra mim, honesto, cara brincalhão. Ajudava os próximos”.
Ação dos criminosos
Testemunhas informaram que dois homens chegaram de moto e atiraram contra os participantes do evento. O pai da vítima também foi baleado nas costas ao tentar socorrer o filho, e outras pessoas ficaram feridas.
Horas depois, um novo ataque foi registrado no Morro do Juramento, em Vicente de Carvalho. Três pessoas foram baleadas, e Leonardo Nogueira Marques, de 42 anos, morreu no local.
A polícia aponta que os episódios estão ligados à disputa territorial entre facções criminosas rivais. As investigações seguem em andamento para identificar e prender os responsáveis pelos ataques.






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