Criptomoedas: polícia fecha central clandestina e apreende 123 máquinas em Duque de Caxias; vídeo

Equipamentos avaliados em até R$ 650 mil operavam ininterruptamente em galpão abastecido por ligação clandestina de energia elétrica e acionamento remoto

Uma operação conjunta das polícias Civil e Militar desarticulou, nesta segunda-feira (15), uma central clandestina de mineração de criptomoedas que funcionava em um galpão no bairro Jardim Gramacho, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

Segundo as investigações, o imóvel era utilizado para a operação contínua de equipamentos de alto desempenho voltados à mineração digital. A atividade, de acordo com os agentes, era sustentada por meio de furto de energia elétrica, permitindo o funcionamento ininterrupto da estrutura.

Estrutura operava 24 horas por dia

Durante a ação, os policiais encontraram 123 máquinas de mineração de criptomoedas, além de transformadores, exaustores industriais, disjuntores de alta potência e computadores responsáveis pelo gerenciamento da atividade.

Os investigadores apontam que toda a operação era realizada remotamente, com acompanhamento por um sistema de monitoramento por câmeras instalado no local. A estrutura foi montada para manter os equipamentos funcionando continuamente, característica comum em operações de mineração digital devido à alta demanda energética.

Equipamentos podem valer até R$ 650 mil

De acordo com estimativas preliminares, o material apreendido possui valor de mercado entre R$ 400 mil e R$ 650 mil. Ainda segundo os investigadores, a operação tinha potencial para gerar faturamento bruto mensal de até R$ 70 mil.

Além dos equipamentos, foram recolhidos documentos e identidades civis que poderão auxiliar na identificação dos responsáveis pelo esquema.

Empresa também entra na mira da investigação

No desdobramento da operação, os agentes identificaram ainda uma empresa do setor de fabricação de plásticos que estaria utilizando uma ligação clandestina de energia para abastecer suas atividades.

A suspeita amplia o alcance das investigações, que agora buscam esclarecer a extensão do esquema e identificar possíveis conexões entre os envolvidos.

Prejuízo estimado passa de R$ 885 mil

As autoridades calculam que o prejuízo causado às atividades investigadas seja de aproximadamente R$ 885 mil.

As apurações seguem em andamento para identificar todos os responsáveis pela operação clandestina e verificar uma eventual ligação do esquema com grupos criminosos organizados.

A descoberta reforça a atenção das forças de segurança para o uso irregular de energia elétrica em atividades de mineração de criptomoedas, prática que tem despertado preocupação devido ao elevado consumo energético e aos prejuízos causados aos sistemas de distribuição.

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