Projetos na Câmara do Rio propõem dar nome de Zuenir Ventura a espaços públicos da cidade

Propostas, publicadas nesta quinta (24), preveem dar o nome do jornalista a um logradouro de Ipanema e a uma escola ou biblioteca da rede municipal na cidade

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A Câmara do Rio vai analisar dois projetos de lei que propõem dar o nome de Zuenir Ventura, integrante da Academia Brasileira de Letras (ABL) e um dos nomes mais importantes do jornalismo brasileiro, a espaços públicos da cidade. Os textos foram protocolados no Diário Oficial (DCM) desta quinta-feira (24), dois dias após a morte do jornalista, aos 95 anos.

Uma das iniciativas, de autoria do presidente da Casa, Carlo Caiado (PSD), com assinatura de diversos vereadores, propõe dar o nome de Zuenir a uma escola ou biblioteca do município, a ser escolhida pela prefeitura. O texto destaca a trajetória de quase sete décadas do jornalista e o legado deixado para as futuras gerações.

“Zuenir Ventura foi um gigante do jornalismo brasileiro, que sempre teve um olhar muito especial para o cotidiano carioca. Ele ajudou o país a entender melhor o Brasil e o Rio. Nada mais justo do que a Câmara Municipal propor essa homenagem a um imortal da Academia Brasileira de Letras, que dedicou a vida a contar, com talento e sensibilidade, a nossa história através dos seus textos e livros”, afirmou Caiado.

Outro projeto, assinado por Flávio Valle (PSD) e por Carlo Caiado, prevê que um endereço público — entre ruas, praças e viadutos — de Ipanema, na Zona Sul, onde o jornalista viveu ao lado de sua esposa, receba o nome de Zuenir Carlos Ventura. Segundo o autor, a medida é “uma forma de preservar na memória da cidade a contribuição de um de seus importantes cronistas e intérpretes”.

Trajetória ligada ao Rio

Zuenir Ventura nasceu em Além Paraíba, em Minas Gerais, mas construiu no Rio boa parte de sua vida e de sua carreira. Ao longo de mais de seis décadas no jornalismo, passou por veículos como Tribuna da Imprensa, O Cruzeiro, Veja, Jornal do Brasil e O Globo, além de atuar como professor e escritor.

Entre suas obras mais conhecidas estão “1968 — O Ano que Não Terminou”, “Cidade Partida” e “Chico Mendes — Crime e Castigo”. Em 2014, foi eleito para a ABL, onde ocupava a cadeira 32, anteriormente pertencente a Ariano Suassuna.

Zuenir morreu na terça-feira, em casa, no Rio, em decorrência de uma pneumonia. O jornalista foi velado na sede da ABL, no Centro, em cerimônia que reuniu familiares, amigos e nomes do jornalismo. Ele deixou a mulher, Mary Ventura, e os filhos Mauro e Elisa, além de um legado construído ao longo de décadas no jornalismo e na literatura, com trabalhos que ajudaram a registrar momentos importantes da história do país e da cidade.

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