O Rio de Janeiro vai investir R$ 38 milhões em pesquisas voltadas a dois desafios que têm impacto direto sobre a saúde da população: a obesidade e o envelhecimento saudável. Quatro editais da Faperj, lançados nesta quinta-feira (24) pelo Governo do Estado, reservam R$ 19 milhões para cada área e buscam levar resultados da produção científica para o atendimento à população.
As chamadas foram apresentadas no Palácio Guanabara pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação. Os recursos poderão financiar desde estudos sobre prevenção e diagnóstico precoce até o desenvolvimento de medicamentos, tecnologias e novas estratégias de assistência.
Os projetos poderão ser submetidos pela internet até 12 de outubro, de acordo com as regras estabelecidas em cada edital.
Obesidade: da infância à inteligência artificial
Dois editais são dedicados à obesidade e abrangem pesquisas sobre prevenção, atenção primária e diagnóstico precoce, inclusive entre crianças e adolescentes. Também poderão ser desenvolvidos trabalhos sobre casos severos da doença, novos medicamentos e identificação de biomarcadores.
A aplicação de inteligência artificial em exames está entre as linhas contempladas. Os pesquisadores também poderão investigar fatores psicoemocionais e ambientais relacionados à obesidade e estratégias capazes de reduzir doenças crônicas associadas ao excesso de peso, como hipertensão e diabetes.
Os outros R$ 19 milhões serão direcionados ao envelhecimento saudável. Nesse caso, o objetivo é financiar pesquisas que contribuam para preservar a autonomia das pessoas idosas e prevenir incapacidades.
Entre os assuntos previstos estão assistência domiciliar, apoio aos cuidadores, organização dos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS), tecnologias assistivas e inclusão digital.
Ciência além dos laboratórios
Os editais são destinados a pesquisadores vinculados aos programas Cientista do Nosso Estado (CNE) e Jovem Cientista do Nosso Estado (JCNE), da Faperj, além de bolsistas de produtividade do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
As chamadas também abrem espaço para uma abordagem multidisciplinar. Além de especialistas da área da saúde, os projetos poderão envolver profissionais de tecnologia, engenharia, ciência de dados e inteligência artificial.
“A ideia é que a ciência produzida no Rio de Janeiro saia dos laboratórios e chegue às unidades de saúde e à casa das pessoas. Obesidade e envelhecimento são desafios que afetam milhares de famílias fluminenses e pressionam a rede pública e privada”, afirmou o secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, Antonio Claudio Lucas da Nóbrega.
Durante a cerimônia, também foi assinada uma carta-compromisso com diretrizes para a política estadual de ciência, tecnologia e inovação. O documento prevê maior integração entre comunidade científica, setor produtivo, poder público e sociedade civil, além do fortalecimento da pesquisa e da inovação no estado.







Deixe um comentário