O projeto de lei que cria o Dia do Patriota no calendário oficial do Rio voltou a quebrar o acordo dos nobres da Câmara dos Vereadores nesta quinta-feira (6). Em sessão extraordinária, tradicionalmente reservada para pautas não polêmicas, a vereadora Monica Benício (PSOL) voltou a pegar no pé do autor da proposta, Rogério Amorim (PL), pela escolha da data da celebração anual: 31 de março.
Na semana passada, a psolista chegou a cobrar do vereador a justificativa da data e pediu o adiamento do projeto na pauta, o que causou bate-boca com o colega da oposição. A escolha do dia, porém, não é por acaso, e bate com o aniversário do ex-presidente Jair Bolsonaro. A legenda do ex-mandatário é liderada no parlamento carioca por Amorim.
Benício, que já estava de olho, criticou a manobra. Ela disse ser favorável à aprovação de uma celebração ao patriotismo, mas criticou a escolha do dia.
“Eu gostaria de ter ouvido do autor a justificativa da escolha da data. A única coisa que consegui concluir é que essa data é o aniversário de Jair Messias Bolsonaro”, disse na tribuna. “Acho contraditório e desrespeitoso com a palavra ‘patriota’ ser sugerido a data de um indivíduo que foi condenado pelo STF por tentativa de golpe de estado”, completou fazendo diversas críticas ao ex-presidente. Rick Azevedo (PSOL) pediu a palavra em seguida, fazendo coro à colega de bancada.
Rogério Amorim não rebateu a acusação sobre a data coincidir com o aniversário de Bolsonaro. O edil, porém, defendeu o homem e se limitou a criticar os colegas por quebrarem o acordo das sessões extraordinárias e não terem pedido a retirada de pauta com antecedência.
Placar e segundo round
Apesar da discussão, o projeto foi aprovado em primeira discussão e voltará ao plenário para uma segunda votação. Os votos contrários saíram do PSOL e PT.
O segundo round ainda não tem previsão para ocorrer. Tendo em vista o histórico de embates até agora, a expectativa é de novas desavenças.






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