O projeto que cria o Dia do Patriota no calendário oficial do Rio voltou a gerar polêmica na tranquila sessão extraordinária desta quarta-feira (12). Acontece que a data escolhida para a celebração, 21 de março, coincide com o aniversário do ex-presidente Jair Bolsonaro, o que não tem agradado nem um pouco a turma da esquerda.
Monica Benício (PSOL) voltou a quebrar o “protocolo de paz” das quartas-feiras — geralmente reservadas a votações não polêmicas, sem embates — para criticar a proposta de Rogério Amorim (PL).
Ela chiou novamente por conta do silêncio do bolsonarista sobre a justificativa da escolha do dia. O projeto foi protocolado sem apontar a razão da comemoração acontecer justamente no 21º dia do terceiro mês do ano.
“Admitir que o Dia do Patriota seja o dia do aniversário de Jair Bolsonaro é tirar o carioca como otário. Patriota para mim é cada trabalhador e trabalhadora que se levanta, pega ônibus lotado e mantém essa cidade de pé. Não há nada de patriota para mim em Jair Messias Bolsonaro, um homem denunciado e processado pelo STF por tentativa de golpe de estado”, disparou Monica Benício
PL reage e defende Bolsonaro
Como era de se esperar, a fala motivou reação imediata na base bolsonarista. Rafael Satiê (PL) pediu a palavra para defender o ex-mandatário e criticar a colega por levantar o embate ideológico e furar o acordo do colégio de líderes.
“Mais uma vez, diante de uma sessão que não tem polêmica, você traz a polêmica e quebra um acordo desta Casa”, reclamou Satiê, que saiu em defesa do colega de legenda. “Vocês atribuem a ele uma série de crimes que nunca cometeu. Chamar Bolsonaro de misógino, machista e racista não é postura. (…) Falta de respeito e irresponsabilidade para com o 38º presidente da República”, afirmou.
Apesar dos embates em torno do texto, o projeto acabou aprovado em definitivo, com votos contrários de vereadores do PSOL e do PT. O texto segue agora para sanção ou veto do prefeito.






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