A Câmara do Rio aprovou nesta quinta-feira (28) um projeto de lei que cria diretrizes para a preservação e difusão da cultura evangélica no município. A proposta é de autoria da vereadora Alana Passos (PL) e agora segue para sanção ou veto do prefeito Eduardo Cavaliere (PSD).
O texto abre caminho para que a prefeitura implemente um centro de memória voltado à preservação da história e das manifestações culturais ligadas à presença evangélica na cidade, preferencialmente integrado a equipamentos culturais já existentes.
Entre as ações previstas estão a realização de exposições permanentes e temporárias, digitalização e catalogação de acervos, registro de memória oral, promoção de manifestações musicais e apoio a pesquisadores e instituições ligadas ao tema.
A proposta também autoriza o município a celebrar convênios e acordos de cooperação com diferentes denominações evangélicas para execução das medidas previstas no projeto.
Segundo a autora da proposta, a iniciativa busca reconhecer a contribuição histórica das igrejas evangélicas para a cidade.
“As igrejas evangélicas ajudaram a construir a história do Rio e deixaram um legado que precisa ser valorizado, registrado e preservado. Ao longo de décadas, a cultura evangélica marcou o Rio de Janeiro com fé, serviço e participação social. Preservar essa memória é reconhecer parte da nossa própria história”, afirmou Alana Passos.
O texto ressalta ainda que as ações deverão respeitar os princípios da laicidade do Estado, da impessoalidade e do pluralismo cultural, buscando evitar que a política pública seja caracterizada como promoção religiosa.
Na justificativa do projeto, a vereadora afirma que a proposta busca dar continuidade ao reconhecimento da cultura evangélica como patrimônio imaterial do município, criando instrumentos de preservação histórica e valorização cultural.





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