O homem baleado durante uma tentativa de assalto ao empresário Júnior Duarte, conhecido como Júnior Bauru, na Lagoa Rodrigo de Freitas, estava foragido do sistema penitenciário de São Paulo. Lucas Gustavo de Jesus, de 32 anos, cumpria pena no regime semiaberto e não retornou à unidade prisional depois de sair em 23 de outubro.
A abordagem ocorreu na quinta-feira (5), na Avenida Epitácio Pessoa, na Zona Sul do Rio. Segundo a investigação, Lucas tentou roubar o empresário, que estava em um Porsche vermelho acompanhado de um sócio.
Um policial militar que fazia a segurança de Júnior Bauru e estava em um carro próximo atirou contra o suspeito. Lucas foi baleado e preso. Com ele, os agentes apreenderam um revólver calibre 32.
Três condenações em São Paulo
Lucas tinha três condenações na Justiça paulista. Duas eram por roubo, de 2015 e 2022. A outra, de 2017, estabeleceu pena de três anos por uso de arma de fogo.
Somadas, as punições chegam a 18 anos, três meses e 26 dias. Antes de se tornar foragido, ele havia cumprido sete anos, três meses e 19 dias da pena.
O suspeito estava no Centro Penitenciário de Porto Feliz, no interior de São Paulo. Segundo as informações da investigação, deixou a unidade em 23 de outubro e não voltou, passando à condição de foragido cerca de duas semanas antes da tentativa de assalto no Rio.
Os investigadores também o apontam como integrante da chamada Gangue do Rolex. O grupo é especializado em roubos de relógios de luxo e atua principalmente em São Paulo.
Empresário relata ameaça
Dono da rede de restaurantes Bauru, Júnior contou que seguia para a inauguração de uma unidade em Copacabana quando foi surpreendido. Ao sair da 15ª DP (Gávea), onde prestou depoimento, descreveu a abordagem.
“Quando eu estava passando pela lagoa, esse meliante pegou uma arma com a mão no gatilho e começou a bater no vidro. Ele batendo e falando: ‘Bora, me dá o relógio e o telefone, se não eu vou te matar’. E eu fiquei desesperado”, afirmou.
O relato do empresário indica que o relógio e o telefone foram exigidos durante a tentativa de roubo. Ele e o sócio não foram atingidos.
Depois do episódio, os dois publicaram um vídeo nas redes sociais agradecendo por terem escapado sem ferimentos. Em outra mensagem, Júnior descreveu o impacto da violência.
“Passei por um dos momentos mais difíceis da minha vida. Fui vítima de uma tentativa de assalto e tentaram acabar com a minha vida. Graças a Deus, estou bem e nenhum disparo me atingiu.”
Ligação com roubos de luxo
A suspeita de participação de Lucas na Gangue do Rolex é atribuída aos investigadores. As três condenações anteriores foram registradas em São Paulo, enquanto a tentativa de assalto ao empresário ocorreu no Rio.
A ocorrência na Lagoa terminou com a prisão de Lucas e a apreensão da arma. O empresário, que estava a caminho de um compromisso profissional, relatou ter sido ameaçado de morte antes da intervenção do policial que o acompanhava.
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