Morreu nesta sexta-feira (6) o músico, compositor e maestro Roger Henri, conhecido por criar algumas das trilhas sonoras mais marcantes da televisão brasileira. Durante quatro décadas, ele trabalhou na TV Globo, onde foi responsável por composições e arranjos que ajudaram a construir a identidade musical de programas como Fantástico, Globo Repórter e Supercine. A morte foi comunicada por meio das redes sociais do artista. A causa não foi informada.
Nascido em 1955, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, Roger Henri construiu uma carreira que atravessou diferentes gerações da música e da televisão. Além de seu trabalho na emissora, participou de produções cinematográficas, gravou arranjos para grandes nomes da música popular brasileira e atuou na direção musical de espetáculos.
O velório está marcado para este sábado (7), a partir das 8h, no Cemitério Municipal de Miguel Pereira, no interior do estado do Rio de Janeiro. O sepultamento está previsto para as 15h, no mesmo local.
Quatro décadas de história na TV Globo
A trajetória profissional de Roger Henri começou no cinema, em 1978, quando compôs a trilha sonora do curta-metragem O Mágico, dirigido por Luiz Bandeira de Mello. Nos anos seguintes, ampliou sua atuação como produtor musical, arranjador e diretor de shows e festivais.
Durante a década de 1980, trabalhou com gravadoras como RGE, RCA, PolyGram e Som Livre, desenvolvendo projetos musicais e colaborando com artistas de diferentes estilos. Paralelamente, passou a produzir jingles publicitários e trilhas para comerciais e documentários, experiência que abriu caminho para sua entrada na televisão.
Em 1983, começou a trabalhar na TV Globo, onde se tornou um dos profissionais responsáveis pela criação de assinaturas musicais e vinhetas da programação. Suas composições ajudaram a consolidar a identidade sonora de atrações conhecidas nacionalmente, incluindo o Fantástico, o Globo Repórter e o Supercine.
O maestro também participou da produção de trilhas para novelas e minisséries de grande repercussão. Entre os trabalhos estão Memorial de Maria Moura, Engraçadinha, Força de um Desejo e Anjo Mau, produções que marcaram diferentes períodos da dramaturgia da emissora.
Sua contribuição ultrapassou a composição de temas musicais. Henri também desenvolveu arranjos e participou da construção da atmosfera sonora de produções televisivas, associando melodias e efeitos musicais a histórias e personagens que conquistaram o público.
Parcerias com grandes nomes da música brasileira
Fora da televisão, Roger Henri acumulou colaborações com importantes intérpretes da música brasileira. Como arranjador, participou de discos de Xuxa, Nana Caymmi, Danilo Caymmi, Fafá de Belém, Fagner e Daniela Mercury.
Entre seus trabalhos está o arranjo do Hino Nacional Brasileiro gravado por Fafá de Belém. O maestro também assinou o arranjo de uma composição de Tom Jobim utilizada no documentário Pelé, ampliando sua presença em produções ligadas à cultura e à história do país.
No cinema, foi responsável pela composição, pelos arranjos e pela direção musical do longa-metragem infantil Era uma Vez…, lançado em 1994 e dirigido por Arthuro Uranga.
A carreira também incluiu a direção musical de espetáculos de artistas como Leila Pinheiro, Sérgio Ricardo, Carmem Costa e Fátima Guedes. Henri ainda dividiu o palco com Ney Matogrosso, em uma trajetória marcada pela versatilidade e pelo trânsito entre diferentes gêneros musicais.
Com uma produção que passou pela publicidade, pelo cinema, pelos palcos e pela televisão, Roger Henri deixa um legado associado à memória afetiva de milhões de brasileiros. Muitas de suas composições se tornaram familiares ao público por acompanhar, durante décadas, a abertura e a apresentação de programas de grande audiência.







Deixe um comentário