Um acordo pode até demorar, mas desde a mudança do governo federal, as conversas sobre como evitar a canibalização do aeroporto do Galeão ganharam rumo e podem chegar a um consenso.
É o que relata o Globo on-line.
A prefeitura do Rio e o setor empresarial carioca estudam alternativas para o futuro dos aeroportos do Galeão e Santos Dumont. Enquanto a prefeitura sugere que haja uma mudança de regulação para limitar a distância dos voos atendidos no Santos Dumont, os empresários defendem um teto no número de passageiros transportados no terminal, que seria oferecido em concessão conjunta com o Galeão para garantir equilíbrio econômico.
Em comum, as duas partes argumentam que essa discussão já está atrasada e que é urgente encontrar uma solução para os aeroportos do Rio de Janeiro.
No começo de 2021 a concessionária RioGaleão pediu a devolução da concessão. O fato ocorreu quando o governo federal preparava a privatização do Santos Dumont, que poderia acabar “canibalizando” o terminal internacional.
Com o novo cenário, o governo resolveu adiar a transferência do aeroporto da região central da cidade, prevendo um leilão conjunto pelos dois terminais cariocas.O modelo, contudo, não está definido.
Eduardo Paes, prefeito do Rio, vai discutir a questão do Galeão, o aeroporto internacional, com os ministros de Portos e Aeroportos, Márcio França, e do Turismo, Daniela Carneiro, no sábado. Marcelo Freixo, presidente da Embratur, também participará do encontro.
A prefeitura do Rio defende que o grande impasse envolvendo os aeroportos da cidade é de regulação, e que isso precisa ser definido antes que se avancem as conversas sobre concessão dos dois terminais.
Segundo o secretário de desenvolvimento econômico da prefeitura do Rio, Chico Bulhões, a proposta do governo municipal é restringir os voos regionais no Santos Dumont para ampliar a malha no Galeão, gerando atratividade para que as companhias aéreas internacionais tragam mais voos para a cidade.





