A Prefeitura do Rio formalizou, nesta quarta-feira (18), a cessão do prédio do antigo Automóvel Clube do Brasil, na Cinelândia, para a criação do Museu do Petróleo e Novas Energias. O acordo foi firmado com o Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás e Biocombustíveis (IBP), que assumirá a gestão do espaço pelos próximos 30 anos.
Atualmente em obras de restauração, o edifício será transformado em um espaço expositivo e educativo voltado à história da indústria de petróleo e gás, além de temas ligados à transição energética. Segundo a prefeitura, o investimento na recuperação do imóvel é de R$ 36,3 milhões.
Previsão de conclusão para 2028
As intervenções começaram em junho de 2023 e devem ser concluídas até o fim deste ano, com inauguração prevista para o primeiro semestre de 2028.
Localizado na Rua do Passeio, o prédio tem cerca de 4,4 mil metros quadrados distribuídos em três pavimentos. Tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac), o imóvel passa por obras que seguem critérios rigorosos de preservação histórica.
“Esse prédio foi inaugurado na época do Império originalmente como um dos grandes salões da cidade. Ao longo do tempo, ele acompanhou a história do Rio e do Brasil. O Museu do Petróleo e Novas Energias nasce com o objetivo de preservar a memória, mas também para pensar o futuro, a transição energética, a inovação e as novas tecnologias”, afirmou o prefeito Eduardo Paes.
A restauração inclui recuperação estrutural, recomposição de elementos arquitetônicos e modernização das instalações, com adequações às normas atuais de acessibilidade e segurança.
O projeto também conta com a parceria do Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IDG) e de empresas do setor energético. Para o diretor executivo de Exploração e Produção do IBP, Claudio Nunes, o museu deve ampliar a oferta cultural da cidade e atrair diferentes públicos.
Construído no século XIX, o edifício é um marco da arquitetura neoclássica no Centro do Rio e já sediou eventos importantes da história política brasileira, como o último discurso do então presidente João Goulart antes do golpe militar de 1964.







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