A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga outros dois casos de estupro de adolescentes que podem estar ligados ao grupo acusado de cometer violência sexual contra uma jovem de 17 anos em Copacabana. Nesta segunda-feira, a mãe de uma adolescente de 14 anos procurou a 12ª DP (Copacabana) para registrar ocorrência de abuso ocorrido em 2023. Segundo relato, a jovem foi violentada por um grupo de adolescentes que também a agrediram física e verbalmente.
Um dos casos já havia sido registrado anteriormente, envolvendo três homens, dois deles identificados como parte do grupo investigado em Copacabana. O delegado Angelo Lages, titular da 12ª DP, destacou que as apurações ainda estão em fase inicial e que é necessário reunir provas para confirmar a participação de cada suspeito.
Suspeitos se apresentam à polícia
Dois dos acusados se entregaram nesta terça-feira. Mattheus Veríssimo Zoel Martins, de 19 anos, compareceu à delegacia acompanhado de advogado e teve o mandado de prisão cumprido. Horas depois, João Gabriel Xavier Bertho, também de 19 anos, se apresentou na 10ª DP (Botafogo). Além deles, outros dois homens foram indiciados por estupro coletivo qualificado e cárcere privado: Bruno Felipe dos Santos Allegretti e Vitor Hugo Oliveira Simonin, ambos de 18 anos. As penas podem chegar a 18 anos de prisão.
Um quinto envolvido é um adolescente de 17 anos, que teria atraído a vítima para o apartamento onde ocorreu o crime. O caso dele foi encaminhado para a Vara da Infância e Juventude.
Como ocorreu o crime em Copacabana
De acordo com as investigações, o menor convidou a jovem para o apartamento em Copacabana no dia 31 de janeiro. No local, estavam Mattheus, Vitor Hugo, João Gabriel e Bruno Allegretti. A vítima relatou que, após iniciar uma relação sexual consensual com o adolescente, foi surpreendida pela entrada dos demais suspeitos no quarto. Eles teriam assistido, feito comentários debochados e, em seguida, participado do estupro coletivo.
Segundo depoimento, Mattheus foi o primeiro a se aproximar e a tocar a vítima, seguido pelos demais. A jovem afirmou ter ficado “sem reação” diante da violência. Ao sair do local, ainda ouviu de Mattheus que “da próxima vez levasse uma amiga boa igual”.
Próximos passos da investigação
A Polícia Civil segue reunindo provas e depoimentos para esclarecer a participação de cada acusado nos diferentes episódios. O delegado Angelo Lages reforçou que a investigação será conduzida com cautela e rigor técnico, visando responsabilizar os envolvidos.






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