João Gabriel Xavier Bertho se entregou na delegacia de Botafogo, Zona Sul do Rio, na tarde desta terça-feira (3). Ele é um dos investigados por envolvimento no estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos, ocorrido em um apartamento em Copacabana, no dia 31 de janeiro.
Segundo a polícia, João deve ser transferido para a 12ª DP (Copacabana), unidade responsável pela investigação do caso. Um pouco mais cedo, Matheus Veríssimo Zoel Martins, 19, também se apresentou na distrital, acompanhado de um advogado.
Ainda estão foragidos: Bruno Allegretti e Vitor Hugo Oliveira Simonin, filho de José Carlos Costa Simonin, subsecretário estadual de Governança, Compliance e Gestão Administrativa. Um adolescente também é investigado.
Jogador do Serrano
João Gabriel integrava o elenco do Serrano Football Club, na posição de atacante. Após a repercussão do caso, o clube da região de Petrópolis decidiu afastá-lo.
“Entendemos a gravidade da situação e reforçamos que o clube repudia veementemente qualquer forma de assédio ou violência”, disse o Serrano FC.
O que se sabe sobre o caso
O crime é classificado pelas autoridades como uma “emboscada planejada”. Câmeras de segurança do prédio registraram a entrada e a saída dos autores do crime e da vítima entre 19h24 e 20h42. As imagens foram anexadas ao inquérito.
Em depoimento, a adolescente relatou ter sido submetida a violência sexual, coação e agressões físicas dentro do apartamento, localizado no sexto andar. Segundo o documento policial, ela afirmou ter recebido tapas, chutes e socos durante o período em que permaneceu no imóvel.
De acordo com o relatório, o adolescente enviou uma mensagem via WhatsApp à jovem por volta das 18h, convidando-a para ir ao apartamento. Ele mencionou que outros dois amigos também estariam no local e sugeriu que ela levasse uma amiga. A vítima respondeu que não tinha companhia e decidiu ir sozinha.
Os dois se encontraram na portaria do prédio. No elevador, segundo o depoimento, o rapaz teria insinuado que fariam “algo diferente”, o que causou desconforto na adolescente. Ao chegarem ao apartamento, outros três jovens já estavam presentes. A presença de todos os indiciados no imóvel foi confirmada nas investigações.
Punições no Colégio Pedro II
Dois dos foragidos possuem histórico de indisciplina em uma das instituições de ensino mais tradicionais do país. Vitor Hugo Oliveira Simonin e o adolescente, ambos alunos do campus Humaitá II do Colégio Pedro II, já haviam sido alvo de advertências e suspensões por comportamento inadequado.
Os estudantes respondem a processos disciplinares por agressões físicas na unidade escolar. Segundo informações da Polícia Civil, o grupo de suspeitos teria atraído a vítima para um apartamento antes de praticar o crime.






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