Estupro coletivo de adolescente em Copacabana: polícia detalha crime em relatório

Adolescente de 17 anos afirma ter sido atraída por conhecido e mantida sob violência em apartamento na Zona Sul do Rio

A Polícia Civil do Rio de Janeiro detalhou, em relatório da 12ª DP (Hilário de Gouveia), como uma adolescente de 17 anos foi atraída para um apartamento em Copacabana, na Zona Sul da capital, onde afirma ter sido vítima de estupro coletivo e agressões físicas por cerca de uma hora.

O caso aconteceu na noite de 31 de janeiro de 2026, em um imóvel na Rua Viveiros de Castro. Câmeras de segurança do prédio registraram a entrada e a saída de cinco homens — um deles menor de idade — e da jovem, entre 19h24 e 20h42. As imagens foram anexadas ao inquérito.

Em depoimento, a adolescente relatou ter sido submetida a violência sexual, coação e agressões físicas dentro do apartamento, localizado no sexto andar. Segundo o documento policial, ela afirmou ter recebido tapas, chutes e socos durante o período em que permaneceu no imóvel.

Indiciamentos e situação dos suspeitos

Quatro jovens maiores de idade foram indiciados por estupro coletivo qualificado — em razão da idade da vítima — e cárcere privado. São eles: Bruno Felipe dos Santos Allegretti e Vitor Hugo Oliveira Simonin, ambos de 18 anos, além de Mattheus Veríssimo Zoel Martins e João Gabriel Xavier Bertho, de 19 anos.

Desde o último sábado, os acusados são considerados foragidos. A polícia realizou operação para cumprir mandados de prisão, mas eles não foram localizados. As penas podem chegar a 18 anos de reclusão.

O quinto envolvido é um adolescente de 17 anos, apontado como responsável por intermediar o encontro. O caso dele foi encaminhado à Vara da Infância e Juventude.

Convite por mensagem e encontro no prédio

De acordo com o relatório, o adolescente enviou uma mensagem via WhatsApp à jovem por volta das 18h, convidando-a para ir ao apartamento. Ele mencionou que outros dois amigos também estariam no local e sugeriu que ela levasse uma amiga. A vítima respondeu que não tinha companhia e decidiu ir sozinha.

Os dois se encontraram na portaria do prédio. No elevador, segundo o depoimento, o rapaz teria insinuado que fariam “algo diferente”, o que causou desconforto na adolescente.

Ao chegarem ao apartamento, outros três jovens já estavam presentes. A presença de todos os indiciados no imóvel foi confirmada nas investigações.

Relato aponta agressões e impedimento de saída

Conforme o inquérito, a jovem e o adolescente foram para um quarto. Em determinado momento, outros envolvidos entraram no cômodo e passaram a observar e fazer comentários. A situação evoluiu para atos sexuais sem consentimento e agressões físicas, segundo o relato da vítima.

Ela afirmou ter sido segurada pelos cabelos, agredida e impedida de sair quando manifestou a intenção de ir embora. O depoimento indica que as agressões continuaram mesmo após pedidos para que parassem.

O exame de corpo de delito anexado ao inquérito aponta múltiplas lesões, como equimoses e escoriações na região dorsal e lateral do corpo, além de marcas na região glútea. O laudo também registra sangramento genital e descreve achados compatíveis com violência física recente.

Desdobramentos e repercussão

A vítima deixou o apartamento por volta das 20h25. Na saída do prédio, enviou mensagem de áudio ao irmão relatando que acreditava ter sido estuprada. Em casa, onde mora com a avó, contou novamente o ocorrido e foi levada à delegacia.

Policiais estiveram no imóvel ainda naquela noite, mas os suspeitos já haviam deixado o local.

O inquérito aponta ainda que os envolvidos mantinham convivência escolar. Dois deles estudavam no Colégio Pedro II, no campus Humaitá. A reitoria informou que instaurou processo para desligamento dos estudantes citados.

Em nota, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro comunicou que a 2ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal de Violência Doméstica da Área Centro oferece atendimento a vítimas de agressão sexual.

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