O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, utilizou as redes sociais para destacar o papel histórico do futebol como ferramenta de transformação social e homenagear o ex-jogador Sócrates e a Democracia Corinthiana. A manifestação ocorreu antes da partida entre Brasil e Marrocos pela Copa do Mundo, disputada no MetLife Stadium, em Nova Jersey.
No vídeo, o prefeito associou o esporte a movimentos populares e à defesa de direitos democráticos. “O futebol criou movimentos, ajudou a derrubar ditadores e, por 90 minutos, não só nos permitiu esquecer nossos problemas, como também encontrar maneiras de superá-los. Que jogo lindo”, ressaltou Mamdani.
Futebol além das quatro linhas
Ao comentar a realização da Copa do Mundo na região de Nova York, o prefeito afirmou que o torneio representa mais do que uma competição esportiva. “Enquanto nos preparamos para celebrar a Copa do Mundo aqui em Nova York, estamos criando e comemorando algo muito maior do que gols marcados e desarmes realizados. Estamos celebrando um esporte que deu a milhões de pessoas, em todo o mundo, tantas delas pobres e esquecidas, um senso de pertencimento, uma conexão com o próximo, um sentimento de solidariedade”, disse.
Mamdani também relembrou a trajetória de Sócrates, capitão da Seleção Brasileira na Copa de 1982 e um dos principais líderes da Democracia Corinthiana, movimento que marcou a história do futebol nacional ao defender maior participação de jogadores e funcionários nas decisões do clube.
Referência à luta pela democracia
Ao abordar o contexto político do Brasil durante o regime militar, o prefeito destacou a atuação do ídolo corintiano. “Foram anos difíceis para o Brasil. Uma ditadura militar repressiva governava o país, impondo seu domínio pela força. No Corinthians, clube que capitaneou, Sócrates e seus companheiros participaram do que todo brasileiro comum sonhava: democracia. Eles iniciaram um experimento de autogoverno chamado Democracia Corintiana. Independentemente de ser o craque do ataque ou o funcionário da lavanderia, todos tinham o mesmo voto”, exaltou.
Em seguida, Mamdani acrescentou: “E, enquanto a ditadura militar torturava e assassinava seus cidadãos, Sócrates liderava os jogadores em campo, vestindo jaquetas com os dizeres ‘Quero votar no meu presidente’”.
Criada no início da década de 1980, a Democracia Corinthiana tornou-se símbolo da participação coletiva dentro do futebol e ganhou projeção nacional ao apoiar bandeiras como as Diretas Já. Liderado por nomes como Sócrates, Wladimir, Casagrande, Biro-Biro, Zé Maria e Zenon, o movimento ultrapassou os limites do esporte e se transformou em uma das mais marcantes manifestações políticas da história do futebol brasileiro.





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