Paes parte para o ataque e diz que Garotinho é ‘penta’, citando as cinco prisões do adversário

Ex-prefeito do Rio publica montagem nas redes sociais associando ex-governador às cinco detenções registradas entre 2016 e 2019, dias após levantamento mostrar crescimento do candidato do Republicanos

A disputa pelo Governo do Estado do Rio ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira (30). O ex-prefeito do Rio de Janeiro e candidato ao Palácio Guanabara, Eduardo Paes (PSD), publicou uma montagem em suas redes sociais ironizando o ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos), a quem chamou de “penta” em referência às cinco prisões sofridas pelo adversário entre 2016 e 2019.

A publicação ocorreu poucos dias após a divulgação da pesquisa Real Time Big Data, que apontou Paes na liderança da corrida eleitoral com 37% das intenções de voto. Garotinho apareceu na terceira colocação, com 12%, emparado tecnicamente com o deputado estadual Douglas Ruas (PL), que registrou 16%, consolidando-se entre os principais nomes da disputa. O levantamento ouviu 2 mil eleitores entre os dias 23 e 27 de julho, tem margem de erro de dois pontos percentuais e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número RJ-03487/2026.

Postagem faz alusão ao histórico judicial de Garotinho

Na arte publicada nos stories do Instagram, Paes utiliza uma linguagem inspirada no futebol para comparar Garotinho à Seleção Brasileira, que conquistou cinco Copas do Mundo.

A imagem pergunta: “Você sabe o que o Garotinho tem em comum com a Seleção Brasileira?” Em seguida, responde: “Nós somos penta!”.

A montagem mostra Garotinho vestido com uniforme listrado semelhante ao de um presidiário, ao lado de uma ficha criminal na qual aparecem cinco prisões marcadas como “confirmadas”. Na parte inferior da imagem, a frase “Garotinho tem cinco prisões no currículo” reforça o ataque político.

A publicação representa uma mudança de tom na campanha de Paes, que até então concentrava críticas principalmente na gestão estadual e em propostas para o futuro do Rio. O ataque ocorre em meio ao início da consolidação dos principais adversários na disputa pelo governo.

As cinco prisões do ex-governador

Anthony Garotinho foi preso cinco vezes entre 2016 e 2019, em investigações conduzidas pela Polícia Federal, pelo Ministério Público e pela Justiça Eleitoral.

A primeira prisão ocorreu em novembro de 2016, durante a Operação Chequinho, que investigava um suposto esquema de compra de votos em Campos dos Goytacazes por meio do programa social Cheque Cidadão.

Em setembro de 2017, Garotinho voltou a ser preso por determinação do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ), em novos desdobramentos da mesma investigação. Dois meses depois, em novembro, foi detido novamente durante a Operação Caixa d’Água, que apurava suspeitas de arrecadação ilegal de recursos e caixa dois de campanha envolvendo empresários e sua esposa, a ex-governadora Rosinha Garotinho.

As duas últimas prisões ocorreram em 2019. Em setembro, a Justiça decretou sua prisão no âmbito de uma investigação sobre suposto superfaturamento em contratos de construção de casas populares durante a gestão de Rosinha em Campos dos Goytacazes. Já em outubro, o Tribunal de Justiça do Rio determinou seu retorno à prisão ao entender que havia risco de interferência nas investigações e tentativa de intimidação de testemunhas.

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