Bruno Allegretti, um dos foragidos por participação no estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos ocorrido em 31 de janeiro em um apartamento em Copacabana, Zona Sul do Rio, foi suspenso pela Universidade Federal do Rio (Unirio) por 120 dias.
A decisão, determinada diretamente pela reitoria, foi divulgada pela instituição de ensino na noite desta segunda-feira (2). Com isso, Bruno está proibido de circular por qualquer área de convivência da universidade.
Aluno de Ciências Ambientais, o jovem não poderá mais frequentar salas de aula, laboratórios, ambientes de apoio acadêmico e o restaurante universitário durante o período estipulado pela instituição.
A Unirio diz que a medida foi tomada diante da gravidade das acusações, afirma repudiar qualquer forma de violência contra as mulheres e presta solidariedade à vítima. A universidade também se coloca à disposição das autoridades para eventuais esclarecimentos.
A Justiça também já expediu mandados de prisão contra João Gabriel Xavier Bertho, Mattheus Verissimo Zoel Martins e Vitor Hugo Oliveira Simonin. O adolescente que atraiu a vítima para a emboscada em um apartamento também é investigado.

O que se sabe sobre o caso
Câmeras de segurança do prédio registraram a entrada e a saída dos autores do crime e da vítima entre 19h24 e 20h42. As imagens foram anexadas ao inquérito.
Em depoimento, a adolescente relatou ter sido submetida a violência sexual, coação e agressões físicas dentro do apartamento, localizado no sexto andar. Segundo o documento policial, ela afirmou ter recebido tapas, chutes e socos durante o período em que permaneceu no imóvel.
De acordo com o relatório, o adolescente enviou uma mensagem via WhatsApp à jovem por volta das 18h, convidando-a para ir ao apartamento. Ele mencionou que outros dois amigos também estariam no local e sugeriu que ela levasse uma amiga. A vítima respondeu que não tinha companhia e decidiu ir sozinha.
Os dois se encontraram na portaria do prédio. No elevador, segundo o depoimento, o rapaz teria insinuado que fariam “algo diferente”, o que causou desconforto na adolescente. Ao chegarem ao apartamento, outros três jovens já estavam presentes. A presença de todos os indiciados no imóvel foi confirmada nas investigações.
Punições no Colégio Pedro II
Dois dos foragidos possuem histórico de indisciplina em uma das instituições de ensino mais tradicionais do país. Vitor Hugo Oliveira Simonin e o adolescente, ambos alunos do campus Humaitá II do Colégio Pedro II, já haviam sido alvo de advertências e suspensões por comportamento inadequado.
Os estudantes respondem a processos disciplinares por agressões físicas na unidade escolar. Segundo informações da Polícia Civil, o grupo de suspeitos teria atraído a vítima para um apartamento antes de praticar o crime.






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