Preço do petróleo despenca após acordo entre EUA e Irã e expectativa de reabertura de Hormuz

Mercado reage ao anúncio de paz no Oriente Médio; Brent cai mais de 3% e gás natural na Europa também registra forte recuo

O mercado internacional de energia reagiu de forma imediata ao anunciado acordo de paz firmado entre Estados Unidos e Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio. A perspectiva de reabertura do Estreito de Hormuz, uma das rotas marítimas mais importantes para o transporte de petróleo no mundo, provocou forte queda nos preços da commodity neste início de semana.

O barril do petróleo Brent para entrega em agosto recuou 3,4%, sendo negociado a US$ 84,32. Já o WTI (West Texas Intermediate), referência do mercado norte-americano, registrou queda de 4%, cotado a US$ 81,46. O movimento reflete a expectativa de normalização do fluxo de exportações na região do Golfo Pérsico.

Mercado aposta na retomada do transporte marítimo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que autorizaria a reabertura do Estreito de Hormuz sem cobrança de pedágio e anunciou o fim do bloqueio imposto ao Irã. Em publicações nas redes sociais, o republicano declarou que a passagem será liberada após a assinatura oficial do acordo, prevista para ocorrer na Suíça.

Pelo lado iraniano, o vice-ministro das Relações Exteriores, Kazem Gharibabadi, confirmou que o entendimento foi alcançado e informou que os detalhes do documento serão divulgados após a cerimônia. O vice-presidente americano, JD Vance, também indicou que pretende participar do evento.

Impactos da guerra ainda permanecem

Desde o início do conflito, no fim de fevereiro, o mercado energético enfrentou forte volatilidade. O fechamento do Estreito de Hormuz pelo Irã afetou uma rota responsável por cerca de 20% do petróleo comercializado globalmente, elevando os preços e pressionando cadeias de abastecimento em diversos países.

Apesar do alívio gerado pelo acordo, especialistas avaliam que a normalização total da navegação ainda dependerá da remoção de minas navais e da definição de novas regras de controle para embarcações que cruzam a região. Enquanto isso, os contratos futuros de gás natural na Europa também reagiram positivamente ao cenário, chegando a registrar queda de até 5,8%.

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