Paes promete um mediador para cada três alunos com autismo nas escolas estaduais

Candidato afirma que levará ao Estado política de inclusão adotada no Rio e anuncia centros voltados a jovens acima de 14 anos e adultos com TEA

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O candidato ao Governo do Rio Eduardo Paes (PSD) prometeu colocar nas escolas estaduais pelo menos um mediador para cada três alunos que necessitem desse tipo de acompanhamento, dentro de uma política voltada à inclusão de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A proposta foi apresentada nesta terça-feira (1º), durante visita ao Centro de Estímulo ao Desenvolvimento no Transtorno do Espectro Autista (CED-TEA), no Instituto Oscar Clark, no Maracanã.

Paes também anunciou que pretende criar Centros de Reabilitação Estaduais voltados especialmente para jovens acima de 14 anos com TEA e para adultos. Segundo ele, as unidades trabalhariam com reabilitação, ressocialização, formação profissional e reinserção no mercado de trabalho.

“Vamos também ter um Centro de Reabilitação Estadual para trabalhar com a população jovem acima de 14 anos, com TEA e com a população adulta. É um trabalho de recuperação, reabilitação, ressocialização, formação profissional e reinserção no mercado de trabalho”, afirmou.

Mediadores nas escolas estaduais

Na educação, Paes colocou a ampliação do número de mediadores entre as principais propostas para a rede estadual. “Pelo menos a proporção de um mediador para cada três casos. É algo que fiz na Prefeitura do Rio e vamos fazer no estado”, declarou.

Há registros de que a Prefeitura do Rio ampliou a política de educação inclusiva e o número de profissionais dedicados ao acompanhamento de estudantes com deficiência. Durante a campanha municipal de 2024, contudo, o próprio Paes dizia que a rede possuía uma proporção de um mediador para cada quatro alunos e estabelecia como objetivo chegar a um para três.

Uma fiscalização realizada pela Câmara Municipal em 2025 encontrou uma unidade da rede com 12 alunos incluídos e, segundo a comissão responsável pela vistoria, sem mediador. A Secretaria Municipal de Educação contestou a avaliação e informou, na ocasião, que havia três profissionais da Educação Especial no local. O episódio mostra que a disponibilidade desses profissionais não era uniforme em toda a rede.

Assim, os dados disponíveis confirmam a existência e a ampliação da política de mediação durante a administração Paes, mas não permitem concluir que a proporção de um profissional para cada três estudantes tenha sido alcançada de forma universal nas escolas municipais.

Centros para diagnóstico e tratamento

Outra proposta apresentada pelo candidato prevê a expansão para o estado do modelo dos CED-TEAs implantados na capital. Paes afirmou que pretende criar Centros de Diagnóstico e Terapia financiados pelo Governo do Estado, mas administrados pelos municípios.

A ideia é oferecer diagnóstico multidisciplinar e terapias, especialmente para identificação e intervenção precoces. Na capital, os CED-TEAs recebem crianças e adolescentes com suspeita ou diagnóstico de autismo e oferecem acompanhamento individualizado com profissionais de áreas como psicologia, fonoaudiologia e terapia ocupacional.

Segundo as informações apresentadas pela campanha, oito unidades desse modelo foram inauguradas no município durante a gestão Paes, a primeira no Instituto Oscar Clark, em janeiro de 2024.

Atendimento também para adultos

A criação de uma estrutura específica para maiores de 14 anos é apresentada por Paes como complemento ao modelo existente na capital. Enquanto os CED-TEAs municipais concentram atendimento na população de até 18 anos, os centros estaduais propostos teriam entre seus objetivos preparar jovens e adultos para maior autonomia e para o mercado de trabalho.

Dados do IBGE citados pela campanha apontam cerca de 215 mil pessoas diagnosticadas com TEA no Estado do Rio, equivalentes a aproximadamente 1,3% da população fluminense.

Durante a visita, o candidato ao Senado Pedro Paulo também defendeu políticas específicas para mães atípicas, incluindo renda para cuidadoras em tempo integral, inserção no mercado de trabalho, atendimento prioritário na saúde e períodos de descanso para quem exerce os cuidados.

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