Eduardo Paes (PSD) admitiu que esperava um resultado melhor no primeiro turno da eleição para o Governo do Rio e indicou que pretende endurecer o discurso contra Douglas Ruas (PL) na próxima etapa da campanha. Com 100% das urnas apuradas, Ruas terminou na frente, com 49,27% dos votos válidos computados, enquanto Paes alcançou 42,76%.
Após acompanhar parte da apuração em casa, Paes se reuniu com aliados no QG de campanha, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Em um pronunciamento breve, afirmou que pretende concentrar a disputa nos temas estaduais e evitar que o confronto seja transformado apenas em uma extensão da corrida presidencial.
“O que nós estamos discutindo aqui é o estado do Rio de Janeiro e os interesses do estado. Não será o Flávio Bolsonaro e não será o Lula que vão governar o estado”, declarou Paes.
Paes promete confronto mais direto com Ruas
O candidato do PSD também deu sinais de que a estratégia para a nova etapa da campanha será mais agressiva no confronto direto com Douglas Ruas. Paes afirmou que pretende questionar a trajetória política e patrimonial do adversário durante as próximas semanas.
“A gente precisa neste segundo turno colocar os pingos nos is. Nós estamos falando de um jovem político que ficou milionário fazendo política”, afirmou. Em seguida, acrescentou: “Vamos apontar todas as fragilidades que existem do lado de lá”.
Paes estava acompanhado da mulher, Cristiane, da candidata a vice-governadora Jane Reis (MDB), de Washington Reis, do deputado federal Pedro Paulo (PSD), que disputou o Senado, e do prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere (PSD). Depois do pronunciamento, o candidato não respondeu às perguntas dos jornalistas.
Situação de Garotinho ainda pode alterar cenário
Apesar de Ruas e Paes aparecerem classificados para o segundo turno na apuração, a situação eleitoral ainda envolve uma questão jurídica. Anthony Garotinho (Republicanos) concorreu sub judice, e o destino de seus votos depende de decisão definitiva da Justiça Eleitoral.
Segundo a reportagem da Veja, uma eventual anulação dos votos atribuídos a Garotinho poderia alterar o cálculo dos votos válidos e ter impacto sobre a necessidade de realização do segundo turno, previsto para 25 de outubro. Ainda não há data definida para a decisão.
Antes da votação, Paes havia defendido o voto útil de eleitores de diferentes campos políticos e demonstrado confiança na possibilidade de encerrar a disputa no primeiro turno. O resultado, porém, colocou Ruas na liderança e obrigou a campanha do PSD a redesenhar sua estratégia para a sequência da eleição.







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