Com campanha à distância, mulher de Alexandre Ramagem não se elege deputada federal pelo Rio

Rebeca Ramagem fez campanha enquanto vive nos Estados Unidos e terminou a eleição como suplente. e 50 mil votos

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Rebeca Ramagem, procuradora do estado de Roraima e candidata pelo PL, recebeu 50 mil votos na eleição para deputada federal pelo Rio de Janeiro, mas não conseguiu uma vaga na Câmara. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ela ficou na condição de suplente.

A campanha foi realizada principalmente à distância. Rebeca vive na Flórida com o marido, o ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Alexandre Ramagem, desde o fim de 2025. Ela havia solicitado licença do cargo de procuradora para disputar a eleição.

Sem viajar ao Rio de Janeiro para participar presencialmente da campanha, Rebeca contou com cabos eleitorais nos eventos. Em algumas atividades, foram usados bonecos de papelão em tamanho real dela e de Alexandre Ramagem.

Campanha feita à distância

Nas redes sociais, Rebeca publicou vídeos relacionados à candidatura e também republicou conteúdos produzidos pelo marido. Em gravações, falou sobre sua experiência como delegada de polícia, segurança pública, combate ao crime e o conflito diplomático entre Brasil e Estados Unidos.

Ao anunciar oficialmente sua candidatura, Rebeca afirmou que disputaria a eleição no lugar de Alexandre Ramagem. “Meu marido não pode estar nessa disputa. Mas eu posso”, escreveu em uma publicação.

A candidatura ocorreu enquanto ela permanecia nos Estados Unidos. Antes da campanha, Rebeca havia acumulado períodos de férias, prorrogações e licenças do cargo de procuradora do estado de Roraima. Em julho, solicitou novo afastamento para disputar a eleição.

Ramagem deixou o Brasil em 2025

Alexandre Ramagem deixou o Brasil em setembro de 2025, depois de ter sido condenado a 16 anos de prisão por participação na trama golpista relacionada ao 8 de janeiro de 2023.

Segundo o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, Ramagem deixou o país de forma clandestina. De acordo com a investigação, ele passou pela Guiana sem registro em ponto de imigração e embarcou no aeroporto de Georgetown com destino a Miami.

A saída ocorreu logo após o julgamento. Na noite de 9 de setembro de 2025, Alexandre de Moraes apresentou o voto pela condenação dos oito integrantes do núcleo considerado crucial da trama golpista. No dia seguinte, Ramagem já estava na Guiana e, em 11 de setembro, embarcou em voo direto para Miami.

Vida nos Estados Unidos

Ramagem entrou nos Estados Unidos utilizando passaporte diplomático de parlamentar e permanece na Flórida com Rebeca e as filhas.

A fuga foi descoberta pela Polícia Federal durante a verificação do paradeiro dos condenados que integravam o núcleo crucial da trama. Além de Ramagem, o grupo incluía Jair Bolsonaro, os generais Augusto Heleno, Braga Netto e Paulo Sérgio Nogueira, o almirante Garnier e o ex-ministro da Justiça Anderson Torres.

Os demais integrantes citados não deixaram o Brasil e cumprem as penas no país.

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