Mesmo com polêmica, Flávio Bolsonaro supera Lula em Aparecida por 26 pontos no primeiro turno

Senador do PL teve 58,3% dos votos válidos na cidade que abriga o Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida; Lula ficou com 32,1%

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Flávio Bolsonaro (PL) foi o candidato mais votado no primeiro turno da eleição presidencial em Aparecida, no interior de São Paulo, onde está localizado o Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil. O senador recebeu 12.371 votos, correspondentes a 58,30% dos votos válidos.

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terminou em segundo lugar, com 6.815 votos, ou 32,12% dos válidos. A diferença entre os dois foi de 5.556 votos, equivalente a 26,18 pontos percentuais.

O resultado de Aparecida acompanha o desempenho de Flávio Bolsonaro no Vale do Paraíba e na região bragantina. O candidato venceu em 43 dos 46 municípios dessas áreas no primeiro turno.

Tarcísio também lidera na cidade

Na disputa pelo governo de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) também ficou à frente em Aparecida. Ele recebeu 14.365 votos, o equivalente a 71,61% dos votos válidos.

Fernando Haddad (PT) teve 5.563 votos, ou 27,73%. Dos 26.836 eleitores aptos a votar no município, 22.028 compareceram às urnas. A abstenção foi de 17,92%.

Aparecida tem no turismo religioso uma das principais atividades de sua economia. A movimentação de peregrinos que visitam o Santuário Nacional influencia setores como hotelaria, alimentação, comércio e transporte.

Segundo dados do próprio Santuário, o templo recebeu 10,48 milhões de visitantes em 2025. A instituição também mantém serviços voltados à hospedagem, alimentação, comunicação e atendimento aos peregrinos.

Disputa envolveu controvérsia sobre a Padroeira

A eleição em Aparecida ocorreu após uma controvérsia envolvendo Nossa Senhora Aparecida. Publicações nas redes sociais atribuíram a Flávio Bolsonaro a intenção de retirar da santa o título de Padroeira do Brasil. O candidato negou a afirmação.

A origem da discussão remete a um projeto apresentado em 2007 pelo então deputado Victório Galli, posteriormente assessor do governo de Jair Bolsonaro. A proposta foi arquivada em 2008.

Durante a controvérsia, Flávio Bolsonaro acusou o PT e integrantes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) de disseminarem informações falsas sobre o assunto, sem apresentar provas. A entidade negou ter produzido, autorizado ou participado da divulgação do conteúdo.

Resultado não permite apontar motivo religioso

Flávio Bolsonaro se declara evangélico e, durante a campanha, participou de um ato ao lado de Tarcísio de Freitas no qual foi erguida uma imagem de Nossa Senhora Aparecida.

O resultado da eleição em Aparecida, porém, não identifica a religião dos eleitores e não permite estabelecer que a votação recebida pelo candidato tenha relação com a devoção à santa.

Flávio Bolsonaro e Lula disputarão o segundo turno da eleição presidencial em 25 de outubro. A votação em Aparecida registrou uma diferença de mais de 26 pontos percentuais entre os dois candidatos no primeiro turno.

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