Abstenção no Rio: quase 3 milhões deixam de votar no 1º turno

Quase 3 milhões de eleitores não compareceram às urnas no primeiro turno; índice de 23,32% só ficou abaixo do registrado em Mato Grosso do Sul

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O Rio de Janeiro terminou o primeiro turno das eleições de 2026 com a segunda maior taxa de abstenção do país. Ao todo, 2.997.846 eleitores fluminenses deixaram de comparecer às urnas neste domingo (4), o equivalente a 23,32% do eleitorado apto a votar.

O percentual ficou acima da média nacional, que chegou a 21,08%. Entre os estados brasileiros, somente Mato Grosso do Sul apresentou uma taxa de ausência superior à registrada no Rio de Janeiro.

Os números mostram ainda que a abstenção fluminense voltou a crescer e atingiu o maior patamar das últimas quatro eleições gerais. Em 2014 e 2018, cerca de 20% dos eleitores do estado não votaram. A taxa subiu para 22,76% em 2022 e agora chegou a 23,32%.

Quase 3 milhões não foram às urnas

O Rio de Janeiro tinha 12.857.648 eleitores aptos a participar do primeiro turno das eleições de 2026.

Desse total, 9.859.802 compareceram às urnas para escolher seus candidatos. Outros 2.997.846 eleitores não votaram.

Isso significa que praticamente um em cada quatro eleitores fluminenses ficou fora da votação que definiu representantes para cargos de presidente da República, governador, Senado, Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa.

A proporção chama atenção também na comparação com o restante do país. Enquanto a média nacional de abstenção ficou em 21,08%, o Rio alcançou 23,32%, diferença de 2,24 pontos percentuais.

Abstenção cresce desde 2014

A comparação histórica mostra uma trajetória de crescimento da ausência dos eleitores fluminenses nas eleições gerais.

Em 2014, a taxa de abstenção ficou na faixa de 20%. O percentual se manteve no mesmo patamar em 2018.

Quatro anos depois, nas eleições de 2022, o índice avançou para 22,76%. Agora, em 2026, chegou a 23,32%.

A diferença entre as duas últimas eleições gerais foi de 0,56 ponto percentual. Em relação ao patamar de 20% registrado em 2014 e 2018, o avanço supera três pontos percentuais.

Os números colocam o Rio de Janeiro entre os estados com maior proporção de eleitores ausentes no primeiro turno de 2026.

Filas foram registradas no Rio

O dia de votação também foi marcado por relatos de filas e demora em diferentes regiões do estado.

O presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), desembargador Claudio de Mello Tavares, avaliou que a situação estava dentro da normalidade diante do número de escolhas que cada eleitor precisava fazer.

Neste primeiro turno, os eleitores tiveram de votar para deputado federal, deputado estadual, duas vagas para o Senado, governador e presidente da República.

Apesar dos relatos de espera, os dados finais de comparecimento mostram que mais de 9,85 milhões de eleitores fluminenses participaram da votação.

Rio fica acima da média nacional

No conjunto do Brasil, a abstenção foi de 21,08%. O Rio apresentou a segunda maior proporção entre os estados, ficando atrás apenas de Mato Grosso do Sul.

O crescimento da ausência ganha relevância diante das disputas apertadas registradas no estado. Na corrida pelo governo fluminense, Douglas Ruas (PL) e Eduardo Paes (PSD) avançaram para uma definição que ainda está relacionada aos desdobramentos jurídicos envolvendo a candidatura de Anthony Garotinho (Republicanos).

Na disputa pelo Senado, Carlos Portinho e Carlos Jordy, ambos do PL, conquistaram as duas cadeiras em jogo. A eleição também definiu os 46 representantes do Rio na Câmara dos Deputados e os 70 integrantes da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) para a próxima legislatura.

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